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Óbices infraestruturais




É interessante observarmos como o interesse de cada envolvido no comércio internacional converge para o mesmo objetivo: mínimo de barreira
ao comércio legítimo. O atual cenário mundial reconhece a importância docomércio na geração de riqueza e, no mundo competitivo em que vivemos,
vimos inúmeros acordos internacionais visando à facilitação comercial - esforço para diminuir os custos deumatransação mercantil e à redução tarifária. Os custos relacionados à formalidade e aos serviços envolvidos, como a contratação de um frete ou de um despachante aduaneiro, são naturais e aceitos. Já os relacionados à demora processual, a negócios perdidos ou ligados à falta de previsibilidade devem ser combatidos e extintos, o que pode tornar nossos produtos competitivos no exterior.
Mais de 90% das importações do Brasil são de matérias-primas ou insumos para a produção de artigos elaborados. Só teremos competitividade se nossos insumos forem bonsebaratos. Nas exportações,
apesar da representatividade das commodities, notamos o crescimento da pauta de produtos elaborados. Isso decorre do excesso de crédito e dólar baixo,o que levou inúmeras indústrias brasileiras a investirem e modernizarem suas plantas com bens de capital de última geração, elevando a qualidade de seus produtos e tornando-os competitivos mundialmente. Nesse cenário propenso ao comércio exterior, é visível o objetivo de cada agente. O importador/exportador quer agilidade,
previsibilidade e menor custo operacional possível. O despachante aduaneiro, como seu contratado, também tem o mesmo alvo, desde que não gere nenhuma pendência futura, não haja prejuízo à fiscalização e que não o prejudique como parceiro de todos os órgãos envolvidos, ocorrendo
porque os controles aduaneiros tomaram novos rumos, que muitos ignoram. A fiscalização, para ser eficiente e ágil, antecipa e adia uma série
de medidas. A Receita Federal e os demais órgãos anuentes querem reduzir os controles sobre as empresas cumpridoras das normas, para poder dedicar mais tempo e recursos naquelas que não o fazem. Portanto,a boa condução do processo é fundamental não apenas para aquele embarque específico, mas para o conceito de que a empresa quer ter na aduana. Podemos dividir as responsabilidades da seguinte forma: o importador/exportador, para ter agilidade, deve antecipar informações com qualidade e auditar constantemente seus procedimentos aduaneiros, para transparecer a todos que sua operação é segura. Os governos devem investir em infraestrutura para escoar a produção e importar insumos. Os permissionários dos portos precisam investir em equipamentos modernos e no gerenciamento dos processos rotineiros,como de entrada e saída
de caminhões.É fundamental a sinergia com os demais prestadores de serviço, além da mudança de filosofia para ganhos em escala,e não
por processo. Já os despachantes aduaneiros devem promover competição saudável para a redução dos custos operacionaisedotempode permanência
da carga nos portos. Seus conhecimentos podem ser usados na criação de rotinas, parâmetros operacionais e redes logísticas, assumindo determinadas atividades das empresas para diminuir seus custos internos.
Não tenho dúvida de que a infraestrutura brasileira é a barreira de mais difícil superação, mas, se cadaumexercer seu papelcomresponsabilidade,
poderemos tentar igualar nossas condições de competição aos países que despertaram para o comércio exterior bem antes do que nós e dos que
investiram no setor. Como em um jogo de xadrez, cada movimento traz uma consequência e, se a jogada for bem administrada, conseguiremos que a
logística brasileira não afete negativamente a lucratividade das operações de comércio exterior.


Fonte: Frederico Pace - Diário do Comércio
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