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Importado avança e governo já estuda proteger mercado




A produção industrial no Brasil tem perdido espaço para as importações diante da crescente demanda de consumidores por bens como máquinas, veículos e roupas que a produção nacional não consegue absorver. No último trimestre de 2010, quase 80% do crescimento no consumo de produtos industrializados foi suprido por produtos de outros países, sobretudo a China, segundo estudo do banco de investimentos Credit Suisse.


Em meio ao avanço das importações, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) estuda várias medidas para combater a concorrência desleal de produtos internacionais, conforme anunciado ontem por uma fonte do ministério, o que deve ser oficializado em breve.


 Entidades mineiras, como a Fiemg, já têm na ponta do lápis quais mudanças devem ser feitas para fortalecer a defesa comercial do país. Entre os itens citados estão o acesso mais fácil das empresas aos dados comerciais do exportador e uma melhor articulação ente o ministério e a Receita Federal para impedir que produtos falsificados de outros países entrem no Brasil.


A expectativa do consultor de negócios internacionais da Fiemg, Alexandre Brito, é que, assim como as empresas podem pedir investigação por dumping (quando empresas praticam preços diferentes em outros países daqueles utilizados internamente), elas também possam apresentar ao governo outros tipos de denúncias, como subfaturamento, certificado de origem fraudulento ou triangulação nas importações.


De acordo com a Credit Suisse, o consumo de produtos industriais aumentou 6,9% nos três últimos meses do ano passado em relação ao mesmo período de 2009. As importações responderam por 79,2% dessa expansão. A parcela é quase o dobro da contribuição de 40% feita pela produção local. Já as exportações subtraíram 19,2% desse aumento de consumo no período. "Enquanto a produção industrial tem desacelerado, a importação de bens industriais segue forte", diz Nilson Teixeira, economista-chefe do Credit Suisse.


Os números comprovam o peso dos importados no consumo doméstico. Em 2003, 13,8% dos bens industriais adquiridos no país eram de origem estrangeira. Sete anos depois, o percentual deu um salto para 24%. De acordo com o banco, nesse período, os produtos importados responderam por quase metade de todo o crescimento do consumo interno de produtos industrializados.


Para Nilson Teixeira, o avanço dos importados é explicado pelo preço mais baixo, devido à valorização do real, aliado à crise global e à desaceleração econômica dos países ricos. Ele cita também outro fator, como a adoção de trâmites menos complicados nas transações de comércio exterior.




Fonte: O Tempo 12/03/2011
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