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Tremor pode afetar embarques



O terremoto de 8,9 graus e o tsunami que atingiram o Japão na sexta-feira podem impactar, pelo menos num primeiro momento, o comércio entre Minas Gerais e o país asiático, terceiro maior parceiro do Estado em termos de exportações, com participação de 7,7% nos embarques estaduais. O desastre deve até mesmo elevar o preço de algumas das principais commodities mineiras, como o minério de ferro e a celulose, que são vendidas para aquela nação.

Segundo o diretor-geral da LID Consultoria, Luiz Carlos Leal da Paixão, os danos em importantes portos nipônicos podem impedir o desembarque das matérias-primas ou até mesmo fazer com que as cargas sejam desviadas para terminais não afetados pela catástrofe, o que pode levar a aumento dos custos com frete e, conseqüentemente, dos preços.


"Não se constrói ou se repara um porto de uma hora para outra. Isso leva tempo e demanda investimento. Parte dos navios que atracariam nas instalações paralisadas ou danificadas pode ser desviada para terminais não atingidos. Porém, isso poderia causar congestionamento, com navios parados, o que significa despesas adicionais", afirmou o diretor da empresa, especializada em planejamento e gerenciamento de projetos de logística e transportes.

Da mesma forma, explicou Paixão, os exportadores escolhem o porto onde a mercadoria será desembarcada com base em um planejamento logístico que mostra a melhor opção em termos de transporte interno. "Se o local é alterado na última hora, a movimentação do produto ou equipamento também muda. E como ela não foi planejada, os custos aumentam e as cotações podem refletir isto", acrescentou.

Entre importantes players mineiros que destinam grande parte de sua produção ao Japão estão a Vale S/A e a Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), instalada em Belo Oriente, no Vale do Rio Doce. No caso da Cenibra, aproximadamente 20% das 110 mil toneladas mensais são destinadas ao país asiático. Porém, o presidente da companhia, Paulo Eduardo Rocha Brant, acredita que o desastre natural não vai gerar maiores impactos nos negócios.

"O reflexo da tragédia não será tão significativo em termos comerciais, mas sim em termos de planejamento logístico, que poderá mudar dependendo dos danos e do tempo de reparo dos terminais. Nossa preocupação é também com o lado humano da tragédia, já que vários diretores e acionistas são japoneses e têm parentes no país", afirmou Brant.

Em relação ao minério de ferro, que tem no Japão seu terceiro maior mercado mundial, os possíveis prejuízos provocados pelo tremor, seguido de tsunami, ainda não foram calculados pelas mineradoras. A Vale, grande fornecedora do insumo para as siderúrgicas nipônicas, informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que ainda não tem projeções em relação a possíveis efeitos do terremoto sobre as vendas para clientes daquele país. Segundo a empresa, o escritório e a unidade de níquel no país n"Não se constrói ou se repara um porto de uma hora para outra. Isso leva tempo e demanda investimento. Parte dos navios que atracariam nas instalações paralisadas ou danificadas pode ser desviada para terminais não atingidos. Porém, isso poderia causar congestionamento, com navios parados, o que significa despesas adicionais", afirmou o diretor da empresa, especializada em planejamento e gerenciamento de projetos de logística e transportes.

Da mesma forma, explicou Paixão, os exportadores escolhem o porto onde a mercadoria será desembarcada com base em um planejamento logístico que mostra a melhor opção em termos de transporte interno. "Se o local é alterado na última hora, a movimentação do produto ou equipamento também muda. E como ela não foi planejada, os custos aumentam e as cotações podem refletir isto", acrescentou.

Entre importantes players mineiros que destinam grande parte de sua produção ao Japão estão a Vale S/A e a Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra), instalada em Belo Oriente, no Vale do Rio Doce. No caso da Cenibra, aproximadamente 20% das 110 mil toneladas mensais são destinadas ao país asiático. Porém, o presidente da companhia, Paulo Eduardo Rocha Brant, acredita que o desastre natural não vai gerar maiores impactos nos negócios.

"O reflexo da tragédia não será tão significativo em termos comerciais, mas sim em termos de planejamento logístico, que poderá mudar dependendo dos danos e do tempo de reparo dos terminais. Nossa preocupação é também com o lado humano da tragédia, já que vários diretores e acionistas são japoneses e têm parentes no país", afirmou Brant.

Em relação ao minério de ferro, que tem no Japão seu terceiro maior mercado mundial, os possíveis prejuízos provocados pelo tremor, seguido de tsunami, ainda não foram calculados pelas mineradoras. A Vale, grande fornecedora do insumo para as siderúrgicas nipônicas, informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que ainda não tem projeções em relação a possíveis efeitos do terremoto sobre as vendas para clientes daquele país. Segundo a empresa, o escritório e a unidade de níquel no país não foram afetados.


Onça Puma - Também na sexta-feira, a companhia informou que iniciou uma operação de níquel (mina e unidade de processamento) em Onça Puma (PA), com capacidade nominal de produção de 53 mil toneladas métricas por ano de níquel contido em ferroníquel, seu produto final.

De acordo com comunicado, em 4 de março foi produzido o primeiro metal na primeira de duas linhas de produção de ferro-níquel e a estimativa é de que a segunda linha comece a produzir no segundo semestre deste ano. Onça Puma está construída sobre uma jazida de níquel laterítico saprolítico e o investimento total foi estimado em US$ 2,841 bilhões, com US$ 146 milhões a serem gastos em 2011 durante o ramp-up.

"De 2011 a 2015, 33 grandes projetos entrarão em operação, aumentando a capacidade de financiamento da expansão das atividades sem a necessidade de alavancar o balanço"", destacou a Vale.








Fonte: Diário do Comércio 14/03/2011
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