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Queda nas exportações



O racionamento de energia e o fechamento dos portos localizados no Nordeste do Japão podem reduzir as exportações mundiais ao país em até 8%, segundo estimativas de analistas internacionais. A expectativa é que a demanda volte a ganhar ritmo com o movimento de reconstrução. O Japão ganhou nos últimos anos espaço de destaque na balança comercial brasileira, que segue a clássica ordem de exportar commodities (minério e alimentos) e importar produtos de alto valor agregado, como máquinas e eletroeletrônicos.

Minas Gerais é o estado líder nas exportações para o país asiático, sendo sozinho responsável por 32% da pauta. No primeiro bimestre deste ano, o minério de ferro e o café somaram 76,7% das vendas do estado para o Japão, enquanto na pauta nacional, o minério e a carne de frango somaram quase 60% do fluxo. Já a importação tem uma pauta pulverizada em mais de 400 itens. Em valores o Japão é o quinto mercado nacional. O superávit no primeiro bimestre somou aproximadamente US$ 100 milhões. Para Minas Gerais, o país é terceiro maior destino, depois da China e dos Estados Unidos, com superávit três vezes maior que o nacional: US$ 365 milhões. “Certamente vamos ter queda no comércio exterior, só não sabemos ainda em qual montante a produção será reduzida. Os efeitos são em cadeia”, avalia José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Neste momento, uma das preocupações do comércio exterior é o impacto dos atrasos das encomendas para a indústria nacional que trabalha sem estoque. A redução do ritmo da produção japonesa pode fazer o Brasil ter que redirecionar suas compras de alto valor agregado, em um momento em que a indústria mundial trabalha sem ociosidade, o que reduz a oferta. O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais, Frederico Pace, diz que de imediato tanto as importações por via aérea quanto as exportações pelo mar vão sofrer atrasos. “A carga acaba ficando no chão, com desembaraço lento, porque a prioridade é da ajuda humanitária.”

Ontem, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial pedindo aos brasileiros que evitem ir ao Japão nesse momento. A Agência Brasileira de Viagens (Abave) informa que companhias aéreas estão cancelando voos para o país e agências de viagens estão devolvendo na íntegra bilhetes emitidos entre 11 de março e 10 de abril.


Fonte: Estado de Minas 15/03/2011
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