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Cooperativas de café não acreditam em queda dos embarques



O terremoto de 8,9 graus e o tsunami que atingiram o Japão na última sexta-feira não deverão prejudicar os negócios das cooperativas de café de Minas Gerais, pelo menos num primeiro momento. Segundo representantes das associações, as safras foram comercializadas com antecedência e os embarques programados até julho estão garantidos. A preocupação do setor é saber se na próxima colheita, entre abril e maio, haverá demanda para a commodity brasileira.

"O consumo deverá cair um pouco, mas acredito que a queda será temporária e em pequena escala. A questão é saber se os danos em importantes portos japoneses podem impedir o desembarque ou até mesmo fazer com que as cargas sejam desviadas para outros terminais, o que pode elevar os custos com frete e, conseqüentemente, dos preços", explicou o gerente de Comercialização da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso (Cooparaíso), Marlon Braga Petrus.

Mesmo não acreditando em conseqüências negativas para os negócios da Cooparaíso, o gerente afirmou que, caso seja preciso direcionar a comercialização para outras praças, as grandes apostas serão o mercado interno e os Estados Unidos. "Caso seja necessário, focaremos nestes mercados que já representam bastante para os nossos negócios e possuem significativo potencial de crescimento", disse.


Especiais - Além disso, conforme Petrus, a maior demanda por parte do Japão acontece em relação aos cafés especiais, perfil de consumo que tem sido cada vez maior também no Brasil. "Para se ter uma ideia, nos últimos oito anos o consumo de café de boa qualidade no mercado interno aumentou 70%. Assim, caso seja preciso, o produto que iria para o Japão poderá ser comercializado no país", completou.

Atualmente, 25% de toda a produção da cooperativa, com sede em São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas Gerais, são enviados ao exterior, enquanto o restante (75%) fica no Brasil. Entre os países que mais recebem o café da Cooparaíso merecem destaque o Japão, que responde por 60% dos embarques, e os Estados Unidos, que são responsáveis por 30% do volume exportado. "Os 10% restantes são bastante pulverizados entre outras nações", disse.

Na Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado Ltda (Expocaccer) as expectativas não são muito diferentes. De acordo com o diretor Mauro Lúcio dos Santos, alguns efeitos poderão ser sentidos na próxima safra, já que o país atingido pela catástrofe aparece entre os quatro que mais importam da associação. No entanto, ele acredita que os benefícios, num segundo momento, poderão ser maiores do que os prejuízos.

Segundo Santos, a princípio a tragédia no país asiático poderá impactar negativamente os embarques de Minas para o Japão, o que requer cautela quanto aos negócios. "Depois, os japoneses precisarão investir na reconstrução das cidades e retomarão suas vidas, o que tende a se transformar em uma oportunidade de negócios para nós", avaliou.

Já na opinião do gerente comercial da Cooperativa dos Cafeicultores de Varginha (Minasul), Guilherme Salgado Rezende, irão sofrer menos aqueles que conseguirem manter a competitividade de seu produto naquele mercado.

"Por isso, o investimento que estamos realizando no processo de granularização do café, como forma de reduzir custos, tanto para a cooperativa quanto para o associado, ocorrerá em um bom momento, já no início da próxima safra", destacou. Segundo ele, atualmente a Minasul exporta cerca de 80% de sua produção para países como Estado Unidos, Alemanha e Japão.

No que se refere ao desempenho dos negócios em 2011, a aposta de Rezende é de uma expansão de pelo menos 10% em relação ao ano passado, tendo em vista a demanda crescente e os baixos estoques mundiais, aliados ao período de baixa produtividade da cultura.



Fonte: Diário do Comércio 18/03/2011
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