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EUA absorverá maior parte do pré-sal



Principal destino das exportações brasileiras de petróleo, os EUA não negociam um acordo formal de suprimento do produto a longo prazo com a Petrobras, mas o país absorverá provavelmente a maior parte do óleo a ser produzido no pré-sal, afirmou o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Segundo o executivo, os EUA já recebem de 55% a 60% do petróleo exportado pela Petrobras, cujo volume médio, em 2010, chegou a 500 mil barris/dia.

Para Costa, o país é um “mercado natural’’ para o óleo brasileiro, pois a Petrobras consegue colocar o produto lá a um custo mais competitivo. Isso porque, diz, o frete é mais barato do que para outros grandes mercados de exportação da estatal, como o chinês e o indiano. Indagado se há tratativas entre a empresa e os EUA para firmar um acordo similar ao fechado com a China para fornecimento de óleo, Costa disse que não há negociações em curso nesse sentido.

Em 2009, os chineses acordaram com a empresa um empréstimo de US$ 10 bilhões de seu banco de fomento em troca da garantia de suprimento de óleo do pré-sal no longo prazo, numa modalidade inédita de financiamento feita pela Petrobras. Apesar da ausência de acordo, Costa vê horizonte promissor para as exportações brasileiras de óleo para os EUA. “Eles já são nosso principal mercado, e as exportações para o país tendem a aumentar, ao passo que a produção brasileira vai crescer com o pré-sal e gerar mais excedente a ser exportado’’.

O governo dos EUA tem manifestado interesse em ampliar importações do Brasil como forma de reduzir, no futuro, a dependência do óleo de países árabes e do Oriente Médio, mais sujeitos a instabilidades políticas. O Brasil, porém, tem ainda capacidade limitada de exportações. A situação poderá mudar quando a produção do pré-sal ganhar ritmo. Em 2019, a expectativa do Governo - baseada em dados da Petrobras - é que haverá excedente de 2,2 bilhões de barris/dia para exportação, volume superior à produção atual, de dois bilhões de barris.

Atualmente, o Brasil é autossuficiente na produção de petróleo. Ou seja, produz em óleo bruto o mesmo volume do consumo de derivados de petróleo (combustíveis e outros). Tem excedentes em alguns produtos, como gasolina e óleo combustível, e importa outros como diesel e querosene de aviação. Hoje, a Petrobras busca no exterior óleo leve e vende petróleo pesado, pois as refinarias são antigas e adaptadas ao óleo importado. Em 2010, o Brasil exportou US$ 4,1 bilhões aos EUA em petróleo e toda a cadeia de derivados. Importou do país US$ 4,7 bilhões. Em 2009, quando o comércio entre os países foi afetado pela crise, as importações brasileiras haviam sido de US$ 2,1 bilhões, abaixo do valor das exportações (US$ 2,6 bilhões). Um dos motivos para as importações mais que dobrarem (alta de 124%) de 2009 para 2010 é a alta do real. Já as exportações cresceram 64% de um ano para o outro.



Fonte: Folha de Pernambuco - PE 21/03/2011
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