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Exportação não é prioridade



A exportação de etanol de cana-de-açúcar não será mais estratégico para o Brasil no médio prazo, de acordo com o diretor da F.O. Licht, Christoph Berg. Segundo ele, os embarques brasileiros devem ficar em torno de 2 bilhões de litros, estáveis, nos próximos anos em virtude de uma oferta limitada, provocada pela concentração de investimentos apenas na produção de açúcar, que está com preços melhores.

O etanol disponível deve ser direcionado para o setor de transportes doméstico e também para a indústria química, que está desenvolvendo novas especialidades químicas a partir do etanol de cana-de-açúcar. "Apenas a partir de 2012, a produção de etanol deve voltar a crescer de forma gradual", explica. Para o executivo, apenas na safra 2015/16, o Brasil devera atingir um excedente exportável de etanol de 4 bilhões de litros.

Berg afirma que na safra 2011/12 o Brasil deve produzir 27,9 bilhões de litros de etanol, alta de 2,1% em relação aos 27,3 bilhões de litros registrados na safra passada. Desse total, 25,1 bilhões de litros devem ser utilizados como combustível, alta ligeira de 0,80% em relação aos 24,9 bilhões de litros da safra 2010/11. A expectativa é de que o Brasil importe, nesta safra, 250 milhões de litros ante 85 milhões de litros da safra anterior, alta de 194%.

Segundo o diretor da F.O. Licht, a partir de 2012, os preços do açúcar estarão menores e os do etanol estarão mais competitivos, o que se traduzirá em novos investimentos em etanol, aumentando a produção. Além disso, Berg acredita que recursos internacionais deverão entrar no País e auxiliar o crescimento das lavouras de cana-de-açúcar. "As usinas deverão investir mais em cana própria, reduzindo o papel dos fornecedores de cana independentes no setor", afirma.


Clima - Para 2011, Berg acredita que os efeitos climáticos negativos dos anos anteriores não serão registrados. A produção poderá ser normalizada, fazendo com que o etanol ganha parte de sua competitividade na bomba de gasolina à medida que a safra for entrando no mercado, o que se espera que ocorra a partir do fim de abril e maio. Contudo, ele ressalta que as indústrias maiores e mais capitalizadas continuarão a controlar o mercado de etanol

A F.O. Licht também divulgou sua balança mundial de etanol para 2011/12. A expectativa é de uma produção de 106,58 bilhões de litros, ante 103,2 bilhões de litros na safra anterior. Desse total, 90 bilhões de litros devem ser utilizadas como combustível ante 84,9 bilhões de litros na safra 2010/11. Berg participou ontem do seminário de açúcar e etanol da F.O. Licht, realizado em São Paulo.


Fonte: Diário do Comércio 30/03/2011
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