Endereço

Rua Pernambuco, 1002 - Sala 601
Savassi | CEP 30130-151
Belo Horizonte, MG
Tel.: 3261 8282 - 3262-4130/0876
sdamg@sdamg.com.br


Clique aqui para acessar a Intranet

Notícias

voltar        

Exportações brasileiras de carnes caíram, aponta o IBGE



o abate de bovinos em 2010 subiu 4,3% na comparação com o ano anterior, totalizando 29,265 milhões de cabeças, segundo levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O instituto informou os dados ao anunciar a pesquisa trimestral de agropecuária referente ao ano passado, e ao quarto trimestre de 2010.

Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2010 houve quedas de 3% no abate de bovinos ante o terceiro trimestre do ano passado; e de 3,8% ante o quarto trimestre de 2009, totalizando 7,183 milhões de cabeças de bovinos no período. Segundo o instituto, no quarto trimestre a oferta de animais para abate esteve reduzida nas principais regiões produtoras e houve queda nas exportações brasileiras do produto.

O IBGE observou, porém, que o abate de bovinos tem mostrado recuperação após período de crise internacional. A partir do terceiro trimestre de 2009, o abate de bovinos apresentou cinco trimestres consecutivos de crescimento em relação aos respectivos períodos do ano anterior. Apenas no quarto trimestre de 2010 o abate de bovinos foi inferior ao mesmo período do ano anterior, apresentando variação negativa, de acordo com o instituto.


Frango - O abate de frangos e de suínos aumentou em 2010, de acordo com o IBGE. Segundo o instituto, o abate de frangos subiu 4,5% em 2010 em comparação com 2009, atingindo 4,988 bilhões de unidades.

O abate de frangos somou 1,263 bilhão de unidades no quarto trimestre do ano passado, 1,6% inferior ao mostrado no terceiro trimestre de 2010; mas 4% acima do apurado em igual trimestre em 2009. Este foi o terceiro maior nível desde o início da pesquisa trimestral do abate de animais, em 1997.

Ainda segundo o instituto, o total de carcaças de frangos no quarto trimestre de 2010 totalizou 2,7 milhões de toneladas, 7,1% acima do apurado em igual trimestre em 2009, e um recuo de 2,8% ante o terceiro trimestre de 2010.

O abate de suínos subiu 5,1% em 2010 ante 2009, totalizando 32,510 milhões de unidades abatidas, segundo o IBGE. Conforme o instituto, o total de suínos abatidos no quarto trimestre do ano passado foi de 8,319 milhões de unidades, um aumento de 0,1% ante o terceiro trimestre do ano passado; e uma alta de 5,1% ante a igual trimestre em 2009. De acordo com o IBGE, este patamar de abate de suínos no quarto trimestre foi recorde da pesquisa trimestral de abate de animais, iniciada em 1997.


Novo hábito - Os bons resultados nos abates de suínos e de frangos referentes ao quarto trimestre do ano passado podem refletir uma mudança no hábito de consumo do brasileiro, avaliou o gerente de Pecuária do IBGE, Octavio Costa de Oliveira. Ele lembrou que o avanço da inflação das carnes vermelhas no ano passado levou a população a procurar substituir a proteína de sua refeição do dia a dia por carnes mais baratas.

Oliveira afirmou que, no ano passado, a oferta de carne vermelha no mercado doméstico diminuiu muito, em virtude da menor disponibilidade de bovinos. Este cenário refletiu o abate de matrizes ocorrido há cerca de dois a três anos, que ajudou a reduzir o ritmo de nascimentos de bezerros e, por conseqüência, reduziu o tamanho do rebanho no país. Ainda segundo o especialista, o aumento no abate de bovinos em 2010 ante o ano anterior foi beneficiado por uma base de comparação baixa, referente a 2009, ano em que a economia brasileira enfrentou a crise global.

Ao mesmo tempo em que este cenário conduzia a um ambiente de carnes vermelhas mais caras, o consumidor voltou sua atenção para outros tipos de carnes, como frangos e suínos. Com a maior demanda por outros tipos de carne não bovina, o ritmo de abates de suínos e frangos cresceu fortemente na evolução trimestral. "Temos hoje muita propaganda, ações de marketing principalmente relacionadas ao estímulo de consumo de suínos do que em anos anteriores. A indústria percebeu este interesse do consumidor, e está respondendo a isso com o aumento de abates", afirmou.

De acordo com o especialista, a maior demanda por frangos e suínos é puxada basicamente por procura no mercado interno. O nível de exportação das carnes não supera o consumo doméstico. "Em torno de 20% da produção de suínos é exportada; no caso dos frangos, este patamar é de cerca de 35%, e no caso de bovinos oscila em 22%", acrescentou o especialista.


Fonte: Diário do Comércio 01/04/2011
Animatto Webcom