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Minas deve exportar mais para o Japão



A balança comercial de Minas Gerais com o Estado e o Japão deverá apresentar, neste ano, saldo positivo ainda maior que os US$ 2,4 bilhões registrados no ano passado. As oportunidades de exportação criadas em função do desastre ocorrido no início de março têm intensificado a busca de novos negócios pelas empresas mineiras, que já estão adequando seus produtos e processos para atender à demanda do país asiático.

De acordo com o consultor de Atendimento ao Exportador da Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Paulo Március Silva Campos, os setores mais beneficiados serão o de alimentos, pasta química de madeira e metal-mecânico.

"Há também a indústria extrativa mineral, que possui tradição em comercializar com o Japão", lembrou. Segundo ele, os segmentos de saúde, bebidas e alimentos são os que possuem o maior potencial para incrementar as vendas ao país. O consultor revelou ainda que a indústria metal-mecânica tem buscado oportunidades por meio de parcerias e prestação de serviços.

"Além disso, empresas da construção civil efetuaram consultas para levantar o potencial de mercado e obter a listagem de possíveis empresas japonesas importadoras, mas ainda não foram concretizados fechamentos de contratos", afirmou.

O Estado possui uma relação comercial cada vez mais intensa com o país asiático e a tendência é de aumento progressivo nas exportações. Conforme dados da Exportaminas, entre 2003 e 2010, foi registrado crescimento de 330% no comércio bilateral e, durante os oito anos, o saldo foi superavitário para o Estado. Enquanto as exportações apresentaram crescimento de 344,3%, as importações tiveram alta de 251,4%.

No ano passado, a balança comercial entre Minas e Japão contabilizou US$ 2,86 bilhões, um aumento de 91,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Do volume total, 74,8% são relativos à exportação, o que equivale a US$ 2,14 bilhões.

O produto mais exportado no ano passado foi o minério de ferro, que respondeu por 65,4% do valor total. Em seguida, estão o café, ferro-ligas, celulose, químicos inorgânicos, álcool, soja, carne de frango, ferro fundido bruto, ferro gusa e milho.


Importação - Em 2010, Minas Gerais importou do Japão produtos no valor de US$ 360,1 milhões, um aumento de 39,9% em relação ao exercício anterior. Os itens mais importados foram carvão mineral, obras de ferro fundido, aço, compressores e bombas, aparelhos para interrupção e proteção de energia, equipamentos de medida e controle, máquinas e ferramentas para trabalhar metais e cerâmicas, máquinas mecânicas, aparelhos de ótica e precisão, pneumáticos e câmara de ar.

Considerando o valor em dólares, o Japão ocupa a segunda posição como destino das exportações mineiras. No ranking das importações feitas pelo Estado, o país responde pelo sexto lugar.

No total foram 225 empresas que exportaram para o Japão em 2010. As companhias que registraram o maior volume comercializado foram Vale S/A, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) e Nova Era Silicon S/A. Todas com contratos acima de US$ 50 milhões.

Com relação às importações, 425 empresas mineiras realizaram transações comerciais com o país asiático. A principal foi a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/A (Usiminas), a única que registrou compras acima de US$ 50 milhões. Em seguida, estão Arcelor Mittal Inox Brasil S/A, Fiat Automóveis S/A, MRS Logística S/A e Jabil do Brasil Indústria Eletroeletrônica Ltda, com negociações entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões.

Segundo dados do ITC/Trade Map, o comércio entre Brasil e Japão em 2010 somou US$ 1,462 trilhão, um crescimento de 29% em relação ao ano anterior. Deste valor, US$ 769,77 bilhões são relativos a exportações e US$ 692,54 bilhões corresponderam a importações. A balança comercial foi superavitária em US$ 77,22 milhões.



Fonte: Diário do Comércio 02/04/2011
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