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Pequenos não conseguem exportar




Embora o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) deseje aumentar a participação das micros e pequenas empresas nas exportações, o ingresso, e até mesmo a permanência destas empresas no disputado mercado internacional está cada vez mais complicado em razão da desvalorização da moeda norte-americana frente ao real. Os empreendedores ressaltam que o dólar cotado abaixo de R$ 2 reduz a competitividade das empresas dentro e fora do país. No último mês, o dólar caiu 1,92%, o maior recuo desde dezembro, quando a cotação recuou 2,8%. No primeiro trimestre deste ano, a queda foi de 2,1%.



Outro problema, conforme os empresários, é que a atual cotação da moeda norte-americana estimula as importações, aumentando a disputa no país. Com receio de perder a fatia do mercado nacional já conquistado, os empreendedores estão se voltando ainda mais para o mercado nacional, reduzindo as expectativas com relação ao desempenho das exportações e postergando, em muitos casos, a atuação fora do país.



A Heliana Lages Joia Artesanal é uma das empresas que mudou seus planos para o mercado externo por causa do dólar, de acordo com a proprietária Heliana Lages. "Não estamos buscando captar novos clientes fora do país. Atualmente, não compensa", ressalta. Ela conta que, diferente do comportamento das vendas internas, que computaram alta da ordem de 30% no primeiro trimestre frente igual intervalo do ano anterior, as exportações tiveram redução na casa dos 30%.



De acordo com ela, a comercialização com o exterior já teve resultados melhores, sendo o destino de até 70% da produção da empresa, entre 2005 e 2006. Hoje, está no patamar de 10%. As peças de crochê com fios de metal são vendidas, há cerca de cinco anos, para países como Portugal, Estados Unidos, Canadá e Uruguai.



Para o diretor de Desenvolvimento de Produtos da Origem Jogos e Objetos, Maurício de Araújo, o foco atualmente é o mercado nacional, que está mais concorrido por causa do aumento das importações, em especial, dos produtos chineses. "Planejamos ingressar no mercado externo por volta de 2014. Hoje, eu não exportaria, não só em razão do câmbio, mas por causa da disputa do mercado nacional com os estrangeiros. Temos que concentrar esforços para não perder espaço no Brasil", observa.




Fonte: O Tempo 15/04/2011
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