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Aeroporto de Confins vive um dilema



O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), parece viver duas realidades distintas. Por um lado, sofre com os constantes atrasos e entraves jurídicos e burocráticos para a reforma do terminal 1 e construção de um segundo terminal, visando adequar o empreendimento ao aumento da demanda que será gerado pela Copa de 2014. Por outro lado, o governo do Estado tenta executar o plano diretor que prevê uma série de grandes intervenções até 2030, com o objetivo de transformar toda a região em um grande polo de desenvolvimento do Estado.

A previsão mais recente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) é de que até outubro de 2013 sejam concluídas as obras de reforma e modernização do terminal de passageiros e adequação do sistema viário, além da reforma e ampliação da pista de pouso e dos pátios para aviões. O investimento previsto pelo governo federal é de R$ 408,6 milhões. Além disso, até 2030 seriam investidos cerca de R$ 6 bilhões em infraestrutura e outros R$ 15 bilhões em aportes industriais privados de alto valor agregado no entorno do aeroporto. Todo esse planejamento, no entanto, ainda sofre pra sair do papel.

Hoje, o aeroporto já funciona além da sua capacidade, que é de 5 milhões de passageiros por ano. Anualmente, já passam pelo terminal 7,25 milhões de pessoas e até 2014 o número deverá ultrapassar os 10 milhões. Por essa razão, a Copa de 2014 é mais um evento que expõe a fragilidade do terminal.

Mas ela não é a razão principal das obras, segundo o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Luiz Antônio Athayde. "A expectativa de público para a Copa do Mundo é de 300 mil pessoas em 30 dias de evento e o número de passageiros do aeroporto dobra a cada quatro anos. Essa é a preocupação principal", disse.

O processo de licitação das obras foi suspenso esta semana pela segunda vez, atendendo pedido do Ministério Público Federal (MPF), que alegou pendências relativas ao licenciamento ambiental. Em fevereiro, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia apontado irregularidades no edital.

Athayde disse que o governo do Estado está atento no sentido de evitar que as intervenções necessárias para a Copa do Mundo não inviabilizem o plano de longo prazo elaborado para o empreendimento. "Se a Infraero construir um segundo terminal provisório, para atender à explosão no fluxo de passageiros, ele não poderá ser feito onde está previsto o terminal 2, porque inviabilizaria a sua construção", explicou.

Embora a empresa afirme que nenhuma obra provisória esteja prevista, a hipótese não está totalmente descartada em razão dos constantes atrasos. Inclusive ela já foi admitida em outros aeroportos do país.


Indústria - A implantação do aeroporto indústria em Confins também segue a passos lentos. Ainda não há definição de data para publicação do novo edital para escolha do operador logístico principal, que vai atuar no Distrito Industrial Alfandegário, anexo ao terminal.

O primeiro edital não despertou o interessse de nenhuma empresa e foi necessária uma revisão do documento. Athayde disse que não pode revelar os novos termos, mas adiantou que o edital está mais flexível e mais atraente para o futuro operador. Ele acredita que o documento revisado seja publicado novamente em até 30 dias.

O empreendimento ocupará uma área de 46 mil metros quadrados dentro do sítio aeroportuário. As obras da primeira etapa preveem a urbanização do local, construção de um entreposto aduaneiro, realocação da cabine de medição de energia elétrica e interligação à rede elétrica do aeroporto.

A ideia é que ele funcione como um hub logístico multimodal para empresas de alta tecnologia, voltadas para a exportação e que dependem de cadeias de suprimento globais com base no transporte aéreo para assegurar rapidez, agilidade e acessibilidade a fornecedores e consumidores.

Além de ter suas linhas de produção instaladas próximas ao terminal de carga, as empresas vão trabalhar com regime fiscal diferenciado, que prevê suspensão de impostos. Este benefício pode se tornar importante diferencial competitivo no mercado internacional.



Fonte: DIário do Comércio 20/04/2011
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