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Hangzhou quer construir CDs no país



A Hangzhou Cogeneration Import and Export Company Limited - quinta maior estatal chinesa, que atua no setor de importação, exportação e distribuição de produtos siderúrgicos, máquinas e equipamentos pesados, e que abriu recentemente escritório em Belo Horizonte - pretende investir em centros de distribuição (CDs) no país.

A intenção, de acordo com o CEO da empresa no Brasil, Daniel Reis, é construir CDs em locais de logística estratégica, como terminais portuários e portos-secos, com o objetivo de facilitar a importação de artigos chineses e a exportação de produtos brasileiros. "Queremos montar uma rede logística para favorecer a distribuição da produção da empresa, que é uma trading company da indústria pesada de bens de capital, além de atuar no setor de siderurgia e matérias-primas", afirmou Reis. O governo chinês detém 51% do capital da Hangzhou e os 49% restantes pertencem à iniciativa privada.

O CEO do grupo disse que ainda não estão definidos os valores dos aportes que serão realizados no Brasil. Mas a intenção da Hangzhou é continuar investindo em Minas Gerais. "Estamos abertos para formar parcerias com indústrias do setor de bens de capital", ressaltou. A ideia, segundo Reis, é atrair parceiros para a troca de tecnologia e para a viabilização de financiamento para as fabricantes de máquinas e equipamentos pesados. "Somos uma trading de grande porte e estamos entre as maiores do setor siderúrgico chinês. E estamos abertos a novos negócios".

Para definir os aportes que serão feitos no Brasil, o grupo asiático está aguardando os rumos dos investimentos públicos que serão realizados nos próximos anos. "O país necessita de inversões em logística, energia e demais áreas de infraestrutura nos próximos anos, em função dos eventos que irá receber, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Estamos aguardando para ver quais serão priorizados", disse.

De acordo com o advogado que representa a companhia no Brasil, Geraldo Luiz de Moura Tavares, o grupo visa atuar em toda a cadeia produtiva da siderurgia, tanto na área de matérias-primas como na de equipamentos e produtos acabados. "A empresa mantém o foco na estratégia do governo chinês de internacionalizar cada vez mais seu capital", afirmou ele, que é sócio da Moura Tavares, Figueiredo, Moreira e Campos Advogados, com sede em Belo Horizonte.

Nos últimos anos, a China começou a investir pesado no Brasil, principalmente na cadeia siderúrgica. Nos últimos 12 meses foram concretizados mais de US$ 13,3 bilhões em aportes do país asiático somente em Minas Gerais. E, deste total, cerca de US$ 11,4 bilhões foram destinados para negócios na cadeia de mineração e siderurgia.

Por ter adotado uma forte política desenvolvimentista, a China se tornou a maior consumidora mundial de minério de ferro. Além disso, a potência asiática também está de olho na valorização da commodity no mercado internacional. Esses fatores fizeram com que o país adotasse a estratégia de comprar ativos, como forma de garantir o controle sobre a oferta de minério de ferro.

Exemplo disso foi a negociação da empresa chinesa Wuhan Iron & Steel (Wisco) para aquisição dos ativos minerários da Passagem Mineração (Pamin), localizados em Mariana, na região Central, que movimentou US$ 5 bilhões. Já na região de Serra Azul, a Wisco adquiriu 21,52% do capital social da MMX Mineração e Metálicos S/A.

O grupo Votorantim - através de sua subsidiária Sul Americana de Metais (SAM), em parceria com os chineses da Honbridge Holdings - também assinou, no ano passado, protocolo para instalar em Grão Mogol (Norte de Minas) um projeto orçado em US$ 1,8 bilhão, para extração e beneficiamento de minério de baixo teor.



Fonte: Diário do Comércio 21/04/2011
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