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Região quer se transformar em um polo exportador



As indústrias instaladas no chamado Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, estão trabalhando arduamente para que a região se transforme, a partir de 2015, em um polo exportador de referência no Brasil. Após verificar crescimento de 30% em 2010, ante o exercício anterior, o Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares (Sindvel) prevê expansão de pelo menos 25% para os negócios deste ano,

Como forma de internacionalizar o Vale da Eletrônica, apenas no último mês, diversas empresas do mais estruturado Arranjo Produtivo Local do Estado (ALP), sob a chancela do Sindvel, e com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), participaram dos três maiores eventos do segmento de eletroeletrônica do mundo: a FIEE, em São Paulo; a Feira Exposeguridad, no México; e a Nab Show, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Segundo o presidente do Sindvel, Roberto de Souza Pinto, atualmente as empresas do Vale da Eletrônica exportam 14% da sua produção para 42 países. A meta é aumentar esse percentual para pelo menos 30%. Mas essa meta vai depender da recuperação da cotação do dólar frente ao real, além do ganho de competitividade frente aos produtos de origem asiática e das multinacionais de atuação global. "Os chineses são muito agressivos porque têm custo muito baixo. O custo Brasil continua altíssimo", lamenta.

"Já somos exportadores há mais de 10 anos. Só que no nosso segmento, há regras distintas para ingressar no mercado externo. Não é apenas colocar o estande na feira e fechar pedidos de entrega. Todos os produtos têm que ser certificados e homologados pelos mercados nos quais pretendemos ingressar. Por isso, estamos nos preparando para quando as condições melhorarem estarmos prontos para enfrentar o mercado externo", explica.

Paralelamente, as empresas instaladas no Vale da Eletrônica realizam investimentos totais médios de R$ 400 milhões anualmente em inovação, desenvolvimento de produtos e melhoria de processos. Dessa forma, as indústrias retiram por ano do mercado entre 6,5 mil e 7 mil itens considerados obsoletos e mantêm um portfólio atrativo com 12 mil produtos que estão em consonância com as tendências mundiais do setor, o que tem reflexo direto no nível de competitividade.


Mercado doméstico - A preparação para intensificar a participação no mercado externo não reduz o interesse que o polo tem na preferência do consumidor doméstico. "O nosso foco é substituir as importações. Ao invés dos distribuidores adquirirem produtos importados em função da cotação do dólar, queremos que eles comprem das empresas da região", ressalta.

Entre os argumentos do presidente do Sindvel estão a qualidade da produção. Segundo o dirigente, dos insumos utilizados, 70% são importados com valores bem competitivos, também em razão da cotação da moeda norte-americana frente ao real.

Segundo Souza Pinto, há ainda que se considerar que as empresas nacionais têm assistência técnica especializada para atender às necessidades e demandas internas. "A vida útil dos aparelhos é de 15 anos, um período infinitamente superior aos importados que, não raras vezes, se convertem em descartáveis em curto espaço de tempo. Os manuais dos produtos também são de fácil compreensão, o que é essencial para quem consome esse tipo de tecnologia.

O Vale da Eletrônica possui hoje 141 empresas e gera 9,6 mil empregos.






Fonte: Diário do Comércio 26/04/2011
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