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Embarque de contêineres cresceu em 2010



Após a crise de 2009, que influenciou diretamente no transporte global de contêineres, o ano de 2010 se configurou em um período positivo para os negócios. A Hamburg SUd também se beneficiou da recuperação econômica mundial juntamente com a Aliança Navegação e Logística, bem como das atividades tramp (sem rota regular) operadas pela Rudolf A. Oetker (RAO) e a Furness Withy Chartering. O volume de embarques de contêineres no ano passado foi de 2,9 milhões de TEUs, o equivalente a um aumento de 23% em comparação com o período anterior.

Além dos volumes, os fretes também registraram uma recuperação moderada. O turnover no transporte de cargas aumentou em 45% e fechou em, aproximadamente, 3,9 bilhões de euros. Com a inclusão das operações convencionais de break-bulk e product tanker, o turnover da empresa totalizou 4,4 bilhões de euros, incremento de 39% em relação a 2009.

Mesmo com o ano difícil de 2009, o quadro de colaboradores do Grupo Hamburg Sud teve uma redução baixa, de forma que o grande aumento no volume de negócios no ano pode ser administrado com um crescimento da força de trabalho de apenas 1,3%. Com isso, o quadro de funcionários encerrou com 4.099 profissionais no ano de 2010. Considerando-se os trainees e os marinheiros que trabalharam nos navios afretados, o número passa para 4.870.

Depois que a divisão de embarques (shipping) teve que aceitar um leve prejuízo pela primeira vez em 2009, houve uma recuperação no resultado em 2010. O fluxo de caixa operacional aumentou significativamente em comparação com o ano anterior, permitindo que os gastos de capital - que também tiveram um grande impulso para 429 milhões de euros - fossem financiados com recursos próprios da companhia.


Cenário econômico - A economia e o comércio mundial se recuperaram mais rapidamente do que muitos especialistas haviam previsto após a crise de 2009. O transporte global por contêineres teve muitos benefícios com esse progresso. O crescimento de 12,1%, para um total de 139 milhões de TEUs, ficou acima do recorde de 137 milhões de TEUs alcançado em 2008.

As economias da Ásia, especialmente a China, foram as que garantiram a rápida recuperação. A grande demanda por matérias-primas impulsionou os embarques a granel. O consumo crescente e a reposição de estoques nos países industrializados tiveram um impacto positivo sobre as exportações chinesas e ajudaram a reviver rapidamente muitas rotas para o transporte de contêineres.

A utilização da capacidade da frota mercante global aumentou significativamente. E isto foi impulsionado pelos volumes maiores de cargas e pela política de quase todas as companhias de navegação de estagnar a capacidade dos navios, além de iniciarem programas de redução de velocidade (slow-steaming). A proporção de navios não utilizados ficou em 11,7% (572 navios) no final de dezembro de 2009, mas caiu para 1,5% (127 navios) em setembro de 2010 em virtude do aumento da demanda por espaço. Somente no final do ano, essa porcentagem aumentou levemente para 2,5% (147 navios). Porém, esse crescimento está dentro das flutuações sazonais normais.

O aumento da capacidade, impulsionado pela entrada em operação de novos navios e pela reativação de navios desativados, foi menor do que o crescimento do volume das cargas. Assim, os fretes também puderam se recuperar. Esse foi o caso, particularmente, das principais rotas Leste-Oeste, que foram da Ásia para a Europa e América do Norte. Nas rotas Norte-Sul da Hamburg Sud, os fretes também tiveram um aumento, mas ficaram bem abaixo dos níveis de 2008.

Tradicionalmente, o aumento do volume dos embarques tem um efeito positivo no mercado de afretamento e nas taxas diárias. Portanto, em 2010, houve alguns incrementos significativos, especialmente em grandes navios (acima de 3,5 mil TEUs), mas ainda não são suficientes para cobrir totalmente os custos de operação dos navios, além de custear o capital para financiá-los.

Os preços do combustível dos navios (bunker) continuaram a subir e permaneceram pouco abaixo de US$ 500/t no final do ano. Na média anual, o preço do bunker quase chegou à alta recorde de 2008. Em virtude dos problemas da economia dos Estados Unidos, e das dúvidas sobre a estabilidade financeira de alguns países da Eurozona, a taxa de câmbio para a moeda americana flutuou entre 1,43 US$/EUR e 1,22 US$/EUR. Como resultado, a principal moeda das receitas do grupo apresentou uma alta volatilidade.

O embarque de granel convencional se beneficiou com o crescimento dos países do Bric em 2010, especialmente com a China. Além disso, a temporada de grãos da América do Sul foi muito boa, com destaque para o Brasil. Porém, o setor de granel teve que enfrentar entregas substanciais em um grau muito maior do que o transporte de contêiner (liner shipping), que levou as taxas de afretamento para graneleiros Panamax de US$ 35 mil por dia caírem para, aproximadamente, US$ 20 mil por dia no final do ano.


Desempenho - Em 2009, após o primeiro declínio de volume desde a introdução de navios porta-contêineres, a Hamburg Sud incrementou o volume de embarques em 23%, para, aproximadamente 2,9 milhões de TEUs. Com isso, o Grupo teve um crescimento maior do que o mercado e superou o nível de 2008 em cerca de 8%.

As rotas da Ásia, Europa e América do Norte registraram ganhos particularmente fortes. Em contraste, as exportações do Brasil, da Austrália e da Nova Zelândia foram enfraquecidas pelas fortes moedas locais.

Os fretes também se recuperaram, mas, em contraste com os volumes, não atingiram os níveis de 2008. Isto não foi satisfatório, pois foram registrados aumentos praticamente iguais aos de 2008 nos custos dependentes de combustível (bunker).

Em 2010, a Hamburg Sud expandiu ainda mais sua rede de serviços de liner (linha regular). O serviço da Costa Oeste dos EUA foi ampliado além do México, através do Canal do Panamá até Cartagena, Colômbia. Isto produziu várias opções de transbordo para os serviços principais da Austrália, Europa e América do Sul operando através do Caribe. Além disso, desde março de 2010, a companhia tem oferecido uma conexão entre a Costa Leste da América do Sul e o Oriente Médio, com transbordo em Tangiers, Marrocos. Vários serviços entre o Norte da Europa e o Mediterrâneo foram reestruturados. Além disso, as capacidades em várias rotas foram ajustadas para atender aos volumes crescentes, por exemplo, com o estabelecimento de serviços adicionais temporários (em temporadas de pico).

A frota operada pelo Grupo Hamburg Sud em 31 de dezembro de 2010 era composta de 169 navios, 40 deles pertencentes ao grupo, com 113 sendo utilizados em serviços de linha e 56 na divisão de tramp (sem rota regular).



Fonte: Diário do Comércio 26/04/2011
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