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Solução logística para o Norte de Minas



 

A possibilidade da construção de uma ferrovia para atender o escoamento de minério de ferro da nova fronteira minerária no Norte de Minas, conforme sinalizou, no começo de abril, a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, seria o modal mais vantajoso em termos de custos. Além da vantagem econômica, a instalação do ramal teria um impacto direto e positivo no desenvolvimento da região, hoje reconhecidamente de baixo dinamismo.

Para se ter uma ideia desta vantagem, enquanto são necessárias, por modal rodoviário, 400 viagens de carreta, sendo um motorista por veículo, para realizar o transporte de minério, por exemplo, uma composição ferroviária de duas locomotivas, cada uma com 150 vagões e seis operadores para as duas faria o trabalho no mesmo tempo. Isso ilustra a capacidade de uma ferrovia de transportar grandes quantidades a preços muito mais baixos comparativamente a outros meios.

 claro que se pode argumentar que o modal ferroviário precisa de um investimento de grande porte para construir a infraestrutura (trilhos, terraplenagens, pontes, sistemas de comunicação e sinalização), enquanto que no modal rodoviário não, sendo que já existem rodovias que podem ser utilizadas pelas carretas.

Contudo, o raciocínio é um sofisma considerando que as rodovias existentes são produto de um grande investimento feito pelo Estado e, portanto, já pago pela sociedade ao longo de anos. Se o transporte rodoviário fosse usado como corredor logístico neste caso, o governo estaria usando de capital não aportado por ele.

No caso de carência de rodovias conectando as regiões mineradoras com o litoral, especificamente, do Norte de Minas até os portos, o investimento necessário para construir novas estradas seria maior do que o custo de construção de um ramal ferroviário, devido às características da implantação, como largura rotas e desapropriações.

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), controlada pela Vale, segundo a secretária Dorothea Werneck, ainda estuda a construção de um ramal ferroviário na região, onde as reservas de minério de ferro estão estimadas em 20 bilhões de toneladas de minério de ferro.

Além das vantagens econômicas do modal ferroviário para o caso específico do transporte de minério, a existência de uma ferrovia na região teria um impacto direto e positivo no desenvolvimento das comunidades situadas ao longo do percurso. Isso posto porque este tipo de modal tem grande versatilidade porque pode transportar todo tipo de mercadoria e servir também como transporte de passageiros, dinamizando dessa maneira toda a economia da região.

A presença de uma ferrovia na região também abre a possibilidade para a implantação de siderúrgicas uma vez que o transporte de carvão dos portos até os locais das fábricas já estaria facilitado. Com base na localização geográfica das jazidas no Norte de Minas, os portos para receber o minério deverão ser os do litoral do Sul da Bahia, ou os do litoral do Espírito Santo, que são os terminais mais próximos.

Outro impacto nas economias locais está ligado à ocupação de mão de obra direta e indireta durante a construção da ferrovia e a posterior ocupação de pessoal para operar o sistema. Reflexo que também pode ser sentido em hipótese de criação de novos portos ou ampliação dos existentes, o que também geraria postos de trabalho para atender a implantação e a operação dos mesmos.


* Gerente Comercial da LID Consultoria



MARIO CHIARAVIGLIO * .




Fonte: Diário do Comércio 30/04/2011
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