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Europeus fora do páreo



Pecuaristas que não têm interesse em vender carne para a União Europeia agora têm uma ferramenta que pode ajudá-los. Nova medida adotada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) visa a dar condições para que produtores tenham como fazer esta opção de negociar ou não com os europeus, o que implica custos extras ao processo.
 
A partir deste mês, produtores de Minas Gerais que optarem por não exportar carne para a União Europeia terão a opção de não inserir no campo 17 da Guia de Trânsito Animal (GTA) informações referentes ao ingresso de animais de áreas não habilitadas. A medida é válida para propriedades pertencentes à lista Traces – relação de propriedades aptas a exportar para a União Europeia.

A nova regra, implantada por meio de uma circular (DGER 17, de 18 de abril), partiu de uma demanda por parte dos produtores do estado, feita ao IMA por meio da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg). Dos nove estados que estão autorizados a exportar carne para o bloco europeu, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás implantaram a regra em 2010 e, recentemente, Minas Gerais tomou a iniciativa. Os demais estados exportadores, como, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo ainda não adotam a medida relacionada com a exportação de carne.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, informa que a implantação da nova medida significa uma possibilidade para que o produtor permita ou não a exportação de carne proveniente do abate de seus animais aos europeus. “A partir de agora, caso não seja objetivo exportar para a União Europeia, o produtor terá a opção de não vender ou negociar a arroba do boi, já que o custo para rastrear o rebanho é alto devido às exigências impostas por este mercado. Portanto, quando não há sobre preço na arroba do boi rastreado, é justo que o produtor não autorize que seus animais sejam exportados”, informa.

Os interessados neste novo serviço devem procurar os escritórios do IMA, bem como, as certificadoras prestadoras de serviço para obter o modelo de declaração a ser preenchido, conhecido como “Declaração do Produtor”.

RASTREADOS
O Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalino (Sisbov), instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, (Mapa) estabelece normas para o processo produtivo de bovinos e bubalinos em propriedades rurais. A adesão ao Sisbov é voluntária, porém, animais destinados à exportação para países que exigem um sistema de rastreabilidade, como no caso da União Europeia, devem ser inscritos no Sisbov. Minas foi o estado pioneiro na implantação do serviço em 2008.




Fonte: Estado de Minas 02/05/2011
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