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A chance de Minas conquistar Angola



A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) começa por Minas Gerais um projeto para estimular as vendas de produtos nacionais e serviços a Angola, país que se tornou o principal destino dos investimentos brasileiros na África e entrou para o ranking dos maiores importadores da indústria brasileira no continente. Equipes da Apex estarão em Belo Horizonte amanhã para atender empresas de Minas que nunca exportaram seus produtos ou que já fizeram negócios na nação africana e querem ampliar sua presença. O trabalho será reforçado com rodadas de negociação entre tradings exportadoras que operam em Angola e empresas que desejam usar esses serviços.

Nos últimos 10 anos, a economia de Angola cresceu cerca de 12% ao ano e a previsão deste ano a 2014 é de um novo ciclo de expansão anual de 7,5%, marcado por uma forte demanda por produtos manufaturados. As vendas do Brasil à nação africana saltaram de US$ 64 milhões em 1999 para US$ 947 milhões em 2010, depois de atingir US$ 1,3 bilhão em 2009. As exportações de Minas para o mesmo destino cresceram 8,2% ao ano entre 2006 e o ano passado, quando somaram US$ 45,6 milhões. Se de um lado a receita foi pequena, de outro mostra diversificação, ancorada em produtos como ovos, açúcar, transformadores elétricos, carnes de frango e de peru, móveis de metal, laticínios, portas e janelas de alumínio, garrafas e outros artigos de plástico.

A iniciativa da Apex-Brasil integra o Seminário Mercado Foco Angola, que será realizado em parceira com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O evento se estenderá das 9h às 18h no auditório da sede da Fiemg, com uma abordagem direcionada às oportunidades de exportação de produtos para casa e construção, alimentos, bebidas e agronegócios e máquinas e equipamentos. Entre todos os estados analisados pela agência, a produção mineira tem especial condições de aproveitar a abertura de Angola ao mercado internacional, segundo Juarez Leal, coordenador da área de desenvolvimento de novos produtos da Apex.

“O país passou por 30 anos de guerra e nos últimos 8 anos de paz está trabalhando na reconstrução da sua infraestrutura. Os angolanos admiram o Brasil, já conhecem nossa cultura e nossa música, e isso tem impacto na economia”, afirma Leal. Em alguns segmentos da produção mineira, o comércio com Angola já se tornou importante, de acordo com o economista Alexandre Brito, do Centro Internacional de Negócios/Inteligência Comercial da Fiemg. Isso embora o país não esteja no ranking dos maiores parceiros de Minas com o comércio exterior.

Oportunidades Clientes de Angola compram 10,7% dos móveis exportados pelo estado; respondem por 9% das compras de laticínios e 6,5% no caso de alimentos, massas prontas e biscoitos. “A oportunidade de fazer negócios é, de fato, muito vasta, com a proximidade cultural entre os dois países e o conhecimento já disseminado que os angolanos têm dos produtos brasileiros”, diz Brito.

Representantes de pelo menos duas empresas que têm exportado para o país africano vão conversar com os empresários de Minas em BH: a construtora Andrade Gutierrez e a Clap Alimentos, dona da marca Maricota. A mineira Clap desembarcou em Angola no segundo semestre do ano passado e trabalha na abertura de outros mercados no Norte da África, informa Júlio Cézar Dutra Ribeiro, diretor de Negócios Internacionais da empresa. O potencial para a venda de comida pronta e congelada é grande no continente, de acordo com o executivo.

Diante das perspectivas de negócios no país, a Apex abriu um centro de negócios em Angola no fim do ano passado. A mesma estratégia da agência de levar informações sobre os canais de negócios e prestar consultoria específica às empresas em Minas será desenvolvida em Porto Alegre, quinta-feira; no Recife, dia 16; e em São Paulo, dia 18. A agência está organizando uma missão comercial para o país em novembro deste ano. O Brasil estará presente também na Feira Internacional de Luanda, marcada para 19 a 24 de julho.


Pauta de exportação

Principais produtos mineiros vendidos para Angola em 2010


Produtos lácteos   US$ 10 milhões
Carnes    US$ 7,3 milhões
Aço em geral   US$ 5 milhões
Material elétrico   US$ 4,4 milhões
Máquinas e equipamentos  US$ 3,6 milhões


TOTAL    US$ 45,6 milhões




Fonte: Estado de Minas 02/05/2011
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