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Exportações de couro crescem 116,2%



As exportações mineiras de couros e peleteria, no primeiro trimestre, renderam US$ 31,2 milhões, de acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

O montante é 116,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e ultrapassa o recorde histórico do Estado de US$ 17,9 milhões alcançado nos três primeiros meses de 2001.

Segundo a assessora técnica da Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea) da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Márcia Aparecida de Paiva Silva, o crescimento das vendas externas de couros e peleteria de Minas Gerais, no acumulado de janeiro a março, é maior que o obtido pelas vendas brasileiras no período. A receita do país foi de US$ 725,5 milhões, valor 7,2% maior que o registrado nos três primeiros meses de 2010.


Destinos - Os principais destinos das vendas externas de couros e peletaria foram Itália, Hong Kong, Indonésia e China. Esses países, juntos, compraram o equivalente a 71,1% das exportações mineiras. Márcia Silva destaca o crescimento das importações da Itália, que passaram de US$ 199,2 mil, nos primeiros três meses de 2010, para US$ 8,1 milhões no mesmo período de 2011.

"As exportações mineiras de couros e peleterias para Hong Kong e China também registraram crescimento expressivo. Nas vendas para Hong Kong, a receita aumentou 777%, alcançando US$ 6,8 milhões. Já a receita resultante dos negócios com a China cresceu 158,3%, pois atingiu US$ 3,1 milhões", aponta a assessora da Spea.

De acordo com Márcia Silva, o crescimento das vendas externas de couros e peleteria de Minas Gerais ocorre apesar de aspectos conjunturais desfavoráveis ao aumento das exportações de produtos brasileiros. Os principais, segundo a assessora, são a valorização do real frente o dólar, a carga tributária, as altas taxas de juros e de contribuições sociais e os problemas de logística de transporte e de embarque portuário que acarretam dificuldades ao escoamento dos produtos.

No grupo de couros e peleteria teve destaque a exportação de couros e peles de bovinos (inclusive búfalos) preparados. A exportação desse subgrupo respondeu por 53,7% das exportações mineiras de couros e peleteria nos primeiros três meses de 2011.

Para a assessora, "a expressiva participação das vendas externas de couros e peles preparados torna-se mais evidente ao se constatar que, no primeiro trimestre de 2010, não houve registro de exportações dessa especificação de produto. Assim, as vendas externas desse tipo de produto contribuiu significativamente para o incremento da receita de exportação do grupo couros e peleteria".

No conjunto das exportações brasileiras, os produtos do subgrupo couros e peles preparados também responderam pela maior parcela do valor exportado. A receita de exportação do subgrupo no primeiro trimestre deste ano chegou a US$ 171,6 milhões, que representou 23,6% do valor exportado por todo o grupo couros e peleterias brasileiro.

Márcia Silva informa que Minas Gerais ocupa a quinta colocação entre os principais estados exportadores de couros e peles preparadas, respondendo por 9,7% dos embarques do segmento. São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará lideraram as vendas externas brasileiras, com participação de 42,7%, 16,2%, 11,6% e 11,2%, respectivamente, das exportações nacionais.


Cenário positivo - A assessora da Spea avalia que as perspectivas para o Estado são positivas, uma vez que se observa, desde 2008, um aumento da participação mineira na produção brasileira de couros de bovinos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção mineira, em 2010, foi de 1,2 milhão de unidades, com aumento de 15% em relação à produção do ano anterior.

"No balanço conjuntural, os pontos positivos têm destaque e apontam para o progressivo fortalecimento do setor. Para incentivar a conquista de novos mercados, a indústria do setor vem dedicando esforços, por intermédio da divulgação e valorização da qualidade do couro nacional em eventos, feiras e missões internacionais", diz Márcia Silva.



Fonte: Diário do Comércio 05/05/2011
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