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Aeroporto indústria traz ganhos logísticos



A publicação do edital para a escolha do operador logístico do aeroporto indústria que será instalado no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), gera grandes expectativas.

Para o diretor-geral da LID Consultoria, especializada em planejamento logístico e de transportes, Luiz Carlos Paixão, caso o novo documento gere o interesse da iniciativa privada, Minas Gerais vai ganhar em eficiência e desburocratização.

Como nenhuma empresa se interessou pelo primeiro edital, a revisão do documento deve contar com mais flexibilidade para o futuro operador que vai atuar no Distrito Industrial Alfandegário, anexo ao terminal.

O aeroporto indústria, em Confins, ocupará uma área de 46 mil metros quadrados dentro do sítio aeroportuário. Nesta primeira etapa, as obras preveem a urbanização do local, construção de um entreposto aduaneiro, realocação da cabine de medição de energia elétrica e interligação à rede elétrica do terminal.

Para Paixão, o projeto é importante para que as companhias mineiras ganhem competitividade. O fato de a capacidade de Confins já estar esgotada considerando apenas o transporte de passageiros, evidencia a urgência do novo modelo.

Atualmente, como o terminal realiza um tímido número de voos de carga, as empresas do Estado precisam investir em transporte terrestre tanto em casos de exportação como importação. "Todo este processo implica em mais prazos, fretes e burocracia", salientou.


Livro - A evolução dos números do AITN foi abordada no livro Logística Aeroportuária, de Hugo Ferreira Braga Tadeu, publicado no ano passado, que trata sobre o crescimento do aeroporto de Confins nos últimos anos, incluindo o transporte de carga e de passageiros. Os dados que consideram o período entre 2002 e 2007 evidenciam fortemente a discrepância entre os dois segmentos.

Enquanto o número de passageiros saltou de um pouco mais de 432 mil, em 2002, para mais de quatro milhões em 2007, o transporte de cargas foi de cerca de 15 milhões de toneladas em 2002, para 16 milhões de toneladas cinco anos depois.

Embora a ideia de que Confins opere como um hub logístico multimodal seja urgente, na opinião de Paixão, o projeto em andamento corre o risco de se tornar insuficiente em pouco tempo. Ele acredita que em, no máximo, cinco anos, a estrutura tenha que ser revista para atender ao crescimento industrial de Minas Gerais.

Em "Logística Aeroportuária", Tadeu faz uma análise sobre os benefícios que um setor aeroportuário organizado, com ampla participação da iniciativa privada, pode trazer para o Brasil.

O autor argumenta sobre a necessidade de mais estruturas aeroportuárias globais que unam, em um mesmo espaço, aeroporto e parque industrial, os chamados hub. Tal configuração, segundo ele, deve contar com avançados sistemas de comunicação e telecomunicação, materiais de manuseio e movimentação de cargas, transportadoras, entre outros.

Tadeu, que expõe o aeroporto de Confins como empreendimento ideal para abrigar este tipo de projeto, pontuou outros itens determinantes para a configuração de um hub. Entre eles, o fato de o local possuir voos freqüentes, ser um aeroporto conectado por uma ou mais companhias aéreas e estar situado em um local cujo entorno tem potencial para instalar indústrias.

Na publicação, o autor cita ainda o salto do município de Confins na participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, com a redução das operações no Aeroporto da Pampulha. Entre 2004 e 2005, Confins passou da 2.450ª posição no ranking nacional, para 888ª, devido aos avanços que o transporte aéreo trouxe para a região.




Fonte: Diário do Comércio 10/05/2011
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