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Portos Secos: Importações caem 5,8% nos quatro primeiros meses



Apesar de o real valorizado em relação ao dólar favorecer as importações, os desembaraços nos portos-secos mineiros caíram 5,8% entre janeiro e abril deste ano na comparação com o mesmo intervalo de 2010, passando de US$ 1,679 bilhão no exercício passado para US$ 1,581 bilhão em 2011, segundo informações da Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (RFB).

A explicação para a queda, na avaliação do presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond, está na morosidade do trânsito aduaneiro. "Atualmente, esta é a única etapa do processo que apresenta falhas", lamenta.

A demora na transferência das cargas dos portos litorâneos para as aduanas do Estado também prejudica boa parte dos desembaraços que seriam feitos em terminais de Minas. "A lentidão do processo faz com que 40% das empresas mineiras que utilizam as zonas aduaneiras para importar mercadorias optem por portos-secos de outras praças", revela o presidente do Sdamg.

Por isso, justifica Drumond, o sindicato está pleiteando junto à Receita alterações na Instrução Normativa nº 248, que regula a legislação do trânsito aduaneiro, com o objetivo de agilizar o processo de transferência de cargas dos terminais primários até as zonas secundárias de desembaraço.

No primeiro quadrimestre, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), registrou a maior participação nas importações entre as aduanas mineiras, com 39,9% do total. No período, os desembarques somaram US$ 630,941 milhões, 26,2% a menos do que os US$ 855,593 milhões verificados em idêntico intervalo de 2010.

O porto-seco Granbel, em Betim (RMBH), controlado pela Usifast, respondeu por 34,1% dos desembaraços dos quatro primeiros meses de 2011. No intervalo, as importações por meio da aduana atingiram US$ 539,593 milhões ante US$ 380,360 milhões em igual período do exercício passado, o que corresponde a uma alta de 41,8%.


A aduana de Varginha (Sul de Minas) movimentou US$ 179,585 milhões em importações entre janeiro e abril, 11,3% do total dos desembaraços do Estado. Ante os desembarques nos mesmos meses de 2010 (US$ 161,035 milhões) houve elevação de 11,5%.

Já o porto-seco de Uberlândia (Triângulo Mineiro) gerou divisas da ordem de US$ 97,735 milhões com importações durante os quatro primeiros meses de 2011, 6,1% do total mineiro. Frente aos US$ 68,800 milhões registrados em igual período de 2010 houve expansão de 42%.

Entre janeiro e abril, as importações por meio do porto-seco de Uberaba, também no Triângulo Mineiro, somaram US$ 92,879 milhões, 1,5% a mais do que os US$ 91,467 milhões movimentados nos mesmos meses de 2010. Os desembarques realizados na aduana representaram 5,8% do total de Minas Gerais.

A aduana de Juiz de Fora (Zona da Mata), por sua vez, importou 40,509 milhões em mercadorias entre janeiro e abril, 66,8% a menos do que o total verificado um ano antes (US$ 122,228 milhões). Os desembaraços do porto-seco responderam por apenas 2,5% do montante movimentado.

Na contramão das importações, as exportações por meio das aduanas estaduais no primeiro quadrimestre (US$ 303,766 milhões) cresceram 60,6% frente às do mesmo período do ano passado (US$ 189,119 milhões).

O terminal de Confins, com vendas externas de US$ 86,982 milhões nos quatro primeiros meses de 2011, respondeu por 28,6% do total. Em seguida, os embarques por meio da aduana de Varginha (Sul de Minas) somaram US$ 15,203 milhões, o que representa 5% do montante global.






Fonte: Diário do Comércio 11/05/2011
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