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China tem superávit de US$ 11,4 bi



O superávit comercial da China saltou para US$ 11,4 bilhões em abril, após alcançar US$ 139 milhões em março, de acordo com dados divulgados ontem pela alfândega do país. O resultado foi obtido graças à desaceleração do crescimento das importações, o que pode sinalizar uma expansão econômica mais fraca na economia chinesa e deve aumentar a pressão para que o governo chinês permita uma apreciação mais rápida do yuan. A expectativa do mercado era de um superávit de US$ 1 bilhão, de acordo com a mediana das previsões de 14 economistas consultados pela "Dow Jones".
As exportações aumentaram 29,9% em relação a abril do ano passado, expansão inferior aos 35,8% registrados em março, mas ligeiramente acima das expectativas, que apontavam alta de 29%. Já as importações cresceram 21,8% na comparação com o mesmo mês de 2010, ante um crescimento de 27,3% em março, e significativamente abaixo da mediana das projeções, que era de alta de 29,5%.

"Os dados comerciais de hoje (ontem) mostram que os exportadores chineses continuam a se beneficiar de uma taxa de câmbio de apoio", disse o economista do Royal Bank of Canada, Brian Jackson. "Este número provavelmente aumentará a pressão de Washington para Pequim permitir uma apreciação cambial mais rápida, mas o mais importante é que deve convencer os formuladores de políticas chineses que um yuan mais forte é tolerado pela economia e é justificado como parte de seus esforços para conter as pressões de preço."

Os dados aparecem no momento em que Estados Unidos e China realizam em Washington o Diálogo Econômico e Estratégico, reunião anual entre os dois países. As questões de comércio exterior e câmbio estão na linha de frente das discussões.

A balança comercial da China registrou um raro déficit trimestral de US$ 1,02 bilhões nos primeiros três meses do ano, levando alguns na China a argumentar que o reequilíbrio econômico do país já está em andamento e que há menos necessidade de apreciação do yuan.

No entanto, a despeito do déficit no primeiro trimestre, muitos analistas esperam que a China registre um superávit significativo no ano, opinião reforçada pelo forte retorno ao superávit no resultado da balança comercial no mês passado. O comércio exterior da China segue um padrão tipicamente sazonal, pelo qual as empresas estocam produtos importados no começo do ano para processá-los nas exportações mais tarde.


Importações - As importações de commodities pela China caíram em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, afetadas pelo aumento dos preços globais e pelo aperto na política monetária doméstica, que provocaram redução na demanda. O volume de petróleo bruto importado, porém, aumentou.

Segundo dados da alfândega, o país importou 40% menos cobre e ligas de cobre em abril, em um total de 262.676 toneladas. O volume representou queda de 14% em relação a março. Um dos fatores por trás do declínio foi o alto nível dos estoques que ficam em armazéns da alfândega como colaterais financeiros.

Cálculos do Standard Chartered estimam que no mês passado havia 650 mil toneladas de cobre nos estoques de Xangai, cerca de 80% do total nacional e equivalente a quatro semanas de consumo doméstico. O aumento da produção do produto no país também colaborou para a diminuição das importações. No primeiro trimestre houve alta de 19% na produção de cátodo de cobre em comparação com o mesmo período do ano passado, para 1,3 milhão de toneladas.

Prejudicadas pelo excesso de produção de aço e pela queda dos preços das folhas e placas de aço, as importações de minério de ferro pela China caíram 11% em abril ante março e 4,4% ante abril de 2010, para 52,88 milhões de toneladas.

Os preços do minério de ferro têm subido firmemente desde meados de março, com alta de 11% até meados de abril, a US$ 189 por tonelada. Isso coincidiu com uma série de cortes de preços de produtos de aço de algumas siderúrgicas chinesas.

Já as importações de petróleo bruto aumentaram em abril para 21,54 milhões de toneladas, equivalente a 5,3 milhões de barris por dia. O resultado compara-se com o volume de 21,17 milhões de toneladas registrado em abril do ano passado e representa alta de 4% sobre os 5,1 milhões de barris diários importados em março, segundo cálculos da "Dow Jones".

A importação de derivados de petróleo somou 3,22 milhões de toneladas em abril, enquanto a exportação totalizou 2,05 milhões de toneladas, informou a alfândega chinesa. Em relação ao carvão, a China exportou 1,38 milhão de toneladas em abril, uma queda de 19% sobre o mesmo mês de 2010. No período de janeiro a abril as exportações totalizaram 7,16 milhões de toneladas, uma queda anual de 3,4%. A exportação de carvão de coque foi de 480 mil toneladas em abril.


Fonte: Diário do Comércio 11/05/2011
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