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Pimentel propõe que chineses discutam fim do "padrão dólar"



O Brasil quer, com a China, começar a discussão para substituir o dólar como moeda de referência para os negócios internacionais, anunciou o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, após encontro no Palácio do Itamaraty, com o ministro de Comércio chinês, Chen Deming, e com o ministro de Relações Exteriores, Antônio Patriota. O chinês, cauteloso, disse que o assunto compete a outras autoridades do país, e que esse tipo de mudança é um processo de "longo prazo". Pimentel, após novo encontro no Ministério do Desenvolvimento com Deming, garantiu que o chinês, nos encontros reservados, mostrou-se bem mais entusiasmado com a ideia.


As propostas do governo brasileiro à China incluem iniciativas de infraestrutura na região sul-americana. Durante o encontro no Itamaraty, Patriota, mencionando a lista de projetos de infraestrutura discutidos com o governo chinês, propôs um encontro entre a China e os países da União de Nações da América do Sul (Unasul), para discutir o apoio chinês a projetos de interligação da infraestrutura regional. O Itamaraty pretende levar a ideia à próxima reunião da Unasul, se receber sinal verde do governo da China.


Para Patriota, a China é uma das maiores interessadas em aperfeiçoar as ligações de infraestrutura entre os oceanos Pacífico e Atlântico, na América do Sul, e poderia colaborar no financiamento e execução dessas obras, em coordenação com os governos da região.


Pimentel foi enfático ao defender, ao lado de Deming, a mudança do dólar por uma cesta de moedas, mais próxima da situação atual das economias mundiais. "Queremos um novo padrão monetário internacional", disse Pimentel, ao relatar o encontro, ao lado de Deming. "O ministro Deming concorda com a tese", disse Pimentel. Apesar de concordar que a discussão sobre o assunto é de longo prazo, o ministro do Desenvolvimento acredita que a China está disposta a impulsionar a discussão, com outras economias emergentes.


"Nada justifica que tenhamos no século XXI o mesmo padrão monetário que foi criado em meados do século passado", disse Pimentel. Deming limitou-se a dizer que a discussão deverá se dar no G-20, o grupo das economias mais influentes no mundo, que tem tratado dos desdobramentos da crise financeira internacional e influenciado na reforma das instituições financeiras globais.



Fonte: Valor Econômico 17/05/2011
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