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Brasil não vai retirar barreira



O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, telefonou ontem para a ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, informando que não vai retirar a barreira contra a importação de carros e sugeriu uma reunião na próxima semana. Giorgi havia dito que a suspensão da medida seria uma "precondição" para negociarem uma saída para a nova crise do Mercosul.

Na semana passada, o Brasil impôs licenças não-automáticas de importação para veículos. A medida vale para todos os países e também visa conter a forte entrada de carros asiáticos, mas atingiu em cheio as exportações da Argentina. Em Buenos Aires, foi vista como uma retaliação pelas barreiras aplicadas pelo governo de Cristina Kirchner contra os produtos brasileiros.

No telefonema, Pimentel explicou a Giorgi que não poderia levantar as barreiras, exatamente porque não foram aplicadas contra a Argentina, mas para monitorar todas as importações de carros.

"Entendi que havia um pedido. Não tem como aceitar ou formular precondições para a conversa: nem da parte da Argentina, nem da nossa parte", disse ele durante coletiva de imprensa ontem em Brasília ao ser questionado sobre as condições impostas por Giorgi.

Desde a adoção das barreiras, os dois governos vem trocando farpas. Giorgi enviou uma carta de seis páginas na qual reclamava da dificuldade para a entrada de produtos argentinos no Brasil.

Pimentel respondeu em dois parágrafos e sugeriu uma reunião em Brasília. Em telefonema na sexta-feira à noite, Giorgi pediu a suspensão das barreiras e sugeriu que a reunião ocorresse na fronteira em Foz do Iguaçú

Pimentel afirmou ontem que o encontro, provavelmente, ocorrerá na próxima semana. Ele explicou que o local ainda não foi definido e que poderia ser mesmo em Foz do Iguaçú. "Nesta época do ano, as Cataratas estão cheias", brincou.

Na avaliação do ministro, o desconforto do governo argentino se tornou um bom pretexto para o Brasil pressioná-lo a cumprir os prazos de liberação de produtos na fronteira.

"Os prazos têm sido ultrapassados em muitos produtos. A decisão não era para a Argentina, mas se serviu para começar o assunto, o que é ótimo", disse. "Confio na capacidade de negociação e não há motivo para achar que haverá uma guerra comercial".

A Argentina impôs como condição para iniciar as negociações sobre os contenciosos comerciais a suspensão, por parte da administração federal brasileira, das barreiras à importação automóveis. As fontes lembram que o Brasil é o principal mercado para a Argentina, especialmente no setor automobilístico.

"Nossos amigos brasileiros precisam aceitar que também somos importantes para eles", afirmou, no entanto, uma delas, lembrando que a Argentina tem um mercado de 40 milhões de consumidores. "Nosso mercado não é nem um pouco desprezível


Efeito - Estão parados há mais de uma semana, no pátio do porto seco de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, 41 caminhões cegonha com cerca de 300 veículos das marcas Hilux e SW4 da montadora Toyota. O destino dos automóveis seria o centro de distribuição da empresa, em Guaíba, próxima a Porto Alegre.

O número de carretas não deve aumentar. A empresa comunicou a administração do Porto Seco de que teria parado de carregar os carros em sua fábrica argentina, em Zarate, a 100 quilômetros de Buenos Aires.

O clima no local é de insegurança. "Para ficarmos aqui gastamos mais de R$ 50 por dia e a empresa não nos paga diária. Estamos perdendo outros negócios" diz o motorista Miguel Iribarrem. No porto de Rio Grande também há carros parados de outras montadoras.


Fonte: Diário do Comério 17/05/2011
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