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Governo de Minas cobra ampliação de Confins



O governador Antonio Anastasia admitiu ontem que está preocupado com o atraso cada vez maior no início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Apesar da indefinição do governo federal, ele afirmou que conversou com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para convencê-los a incluir Confins na lista dos grandes terminais brasileiros que necessitam ser, imediatamente, concedidos à iniciativa privada.

"Eles me relataram que cada aeroporto tem uma peculiaridade e que Confins está sendo considerado. Já fizemos o governo federal ver que a solução mais adequada, para nós, é uma gestão compartilhada entre o setor público e o setor privado. O masterplan do projeto de expansão, elaborado por uma empresa de Cingapura a pedido do governo mineiro, já foi entregue à Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e aguardamos as providências", disse.


O governador mineiro ressaltou ainda que a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, se reuniu com o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, há aproximadamente duas semanas para tratar do assunto.

"Estamos constantemente cobrando e mostrando a necessidade de termos um aeroporto em condições adequadas não só para a Copa do Mundo de 2014, mas porque se trata de uma âncora fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado de Minas Gerais. O diálogo tem avançado", observou.

Apesar da demora causada pela indecisão do governo federal, a secretária ainda espera que as obras sejam concluídas até 2014. Segundo ela, foi positiva a receptividade do Executivo federal ao projeto de gestão compartilhada apresentado pelo governo estadual. "O modelo trará agilidade ao processo, que envolve alguns procedimentos, como convênios e protocolos", destacou.

Dorothea Werneck adiantou que, a partir da autorização para o início das obras, o prazo para conclusão da reforma deve ser curto, o que compensaria os atrasos. "A proposta elaborada pela consultoria de Cingapura é de fácil construção, a partir do uso de materiais pré-moldados", revelou.

A secretária argumentou ainda que a proposta apresentada pelo governo estadual também beneficiará a Infraero, mesmo não ficando a estatal responsável pela administração do aeroporto da região metropolitana da Capital.

"Se o acordo for aceito e a parceria público-privada (PPP) for viabilizada, uma parcela da rentabilidade do empreendimento será destinada à Infraero, o que é de extrema importância para que ela possa cuidar dos terminais que são totalmente administrados por ela. Este tipo de argumento tem nos permitido uma aproximação muito boa", avaliou Dorothea Werneck.


Estudos - No início deste mês, o presidente da Infraero afirmou que em um prazo entre 30 e 60 dias deverão estar prontos os estudos de viabilidade financeira, com a definição do modelo de concessão para a construção dos novos terminais nos aeroportos de Guarulhos (Grande São Paulo), Brasília e Viracopos (Campinas), em parceria com a iniciativa privada.

A expectativa da empresa estatal é de que os editais para os leilões estejam prontos no segundo semestre deste ano. Desses, o primeiro edital que será publicado é o relativo ao terceiro terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos.

Já as análises para Confins e para o Galeão (Rio de Janeiro) serão feitas por empresas especializadas. Conforme Vale, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o gerente do processo, responsável por atender os interesses tanto do setor público quanto do privado.



Fonte: Diário do Comércio 18/05/2011
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