Endereço

Rua Pernambuco, 1002 - Sala 601
Savassi | CEP 30130-151
Belo Horizonte, MG
Tel.: 3261 8282 - 3262-4130/0876
sdamg@sdamg.com.br


Clique aqui para acessar a Intranet

Notícias

voltar        

Confins, luta dos mineiros



Em recente entrevista a presidente Dilma Rousseff mostrou-se tranqüila com relação às obras para a Copa do Mundo de 2014, tendo garantido que a reforma e ampliação dos aeroportos estará concluída no final de 2014. A tempo e hora. A julgar pelo andamento do processo, na maioria dos casos ainda em fase de definição de políticas e de projetos, esta pode ser uma avaliação excessivamente otimista. Até porque o mais recente balanço do andamento das providências dá conta que dos 81 empreendimentos relacionados com a Copa, 64% deles sequer foram iniciados.

Nesse rol - e matéria que nos interessa mais de perto - está o Aeroporto Internacional de Confins. Tal como a questão está colocada neste momento, a administração federal descarta a possibilidade de investir na ampliação do terminal e muito menos da pista, tendo optado pela construção de um terminal provisório. Uma ideia com a qual as autoridades mineiras, que apostam na transformação de Confins em aeroporto indústria com papel determinante no futuro da economia regional, desaprovam enfaticamente. Porque entendem que o "puxadinho" pode se transformar em obra definitiva, pondo em risco a ampliação do atual terminal e a construção do segundo terminal.

E para fazer prevalecer seu ponto de vista, Minas Gerais está disposto a pôr mãos à obra. Lembra que o projeto básico do Terminal 2 já está pronto e se propõe a contratar o projeto executivo, a um custo estimado em cerca de R$ 10 milhões, ou uma décima parte do valor previsto para o "puxadinho". "Vamos entrar na briga para mostrar que somos capazes de fazer a obra e a tempo de desistir do terminal provisório", declarou a este jornal o subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Luiz Antonio Athayde. O governo mineiro assume esta conta na esperança de que até dezembro a presidente Dilma anuncie a licitação para concessão do Aeroporto de Confins. Empreendimento que, tal como está previsto, tem na Copa do Mundo apenas um de suas referências.

O que verdadeiramente está em jogo, em primeiro lugar, é o atendimento à demanda que este ano deverá chegar aos 9 milhões de passageiros embarcados ou desembarcados para uma capacidade de 5 milhões de passageiros/ano. O que interessa mesmo, o que deve ser defendido a qualquer custo, são os planos de expansão de toda a área aeroportuária, com novo terminal, nova pista e novas instalações de apoio. Um projeto tão grande que beneficiará treze municípios da região e foi concebido para se transformar efetivamente num dos novos pontos focais da economia de Minas Gerais. Dito de outra forma, uma briga que não podemos perder.


Fonte: Diário do Comércio
Animatto Webcom