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Superávit da balança deve despencar neste ano





Crise externa afetará resultados.


LUCIANE LISBOA.














AGÊNCIA VALE
As projeções apontam para redução significativa do preço do ferro
As projeções apontam para redução significativa do preço do ferro

A perspectiva de queda no preço do minério de ferro e de commodities agrícolas ao longo do ano deve impactar de forma bastante negativa a balança comercial mineira em 2012. A previsão é de queda de quase 80% no superávit brasileiro - que deve passar de US$ 29,7 bilhões para algo em torno de US$ 3,040 bilhões. Com isso, Minas Gerais, principal exportador nacional de minério, também verá seu superávit minguar.


A análise é do vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Segundo ele, o minério foi exportado em 2011 na média de US$ 126 a tonelada. Mas no final do ano, o preço do produto já havia caído para US$ 108 a tonelada e a expectativa para este primeiro semestre é de uma redução ainda maior.

"Nossa previsão é que o volume arrecadado com as exportações de minério caia de US$ 41 bilhões (resultado de 2011) para US$ 33 milhões no final desse ano. E isso é muito negativo para Minas, que é o Estado que mais exporta o produto", afirmou.

Além da queda no preço, Castro também alerta para a retração no volume de embarques durante o ano. "As exportações, de uma forma geral, indicam que quase todos os produtos, principalmente commodities como minério de ferro e soja, além da queda de preço também terá queda na quantidade embarcada", disse.

As exportações brasileiras somaram no ano US$ 256,04 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 226,25 bilhões. Já os embarques mineiros somaram US$ 41,39 bilhões e as vendas externas, US$ 13,02 bilhões. O saldo comercial de Minas foi de U$ 28,36 bilhões no acumulado ano, o que significou um crescimento de 51,8% em relação a 2010. O saldo de Minas representou 95,2% do resultado nacional.















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Previsão é de uma retração de aproximadamente 80% no superávit da balança brasileira neste exercício
Previsão é de uma retração de aproximadamente 80% no superávit da balança brasileira neste exercício

Adverso - A AEB estima que as exportações nacionais caiam para cerca de US$ 236,580 bilhões, em função do cenário internacional adverso. As importações alcançarão US$ 233,540 bilhões, "o que irá gerar o superávit minguado de apenas US$ 3 bilhões", ressaltou.

Para o vice-presidente da entidade, a crise externa que afeta principalmente a Europa vai reduzir o poder de compra dos países da zona do euro que vão deixar de adquirir matérias-primas de países como o Brasil.

"Os chineses também vão perder mercado e teremos uma concorrência mais acirrada em alguns produtos. Além disso, a previsão é que a China reduza o nível de crescimento, o que significa uma diminuição no ritmo das importações de commodities brasileiras", destacou Castro.

O pior, na avaliação do vice-presidente da AEB, é que o governo federal não poderá fazer nada para impedir que esse cenário adverso se consolide. Segundo ele, assim como "nadou de braçadas" nos últimos anos com as commodities em alta, agora o governo terá que assistir a queda de seu superávit. Além disso, ele não acredita que o Brasil vai passar a priorizar a exportação de produtos de maior valor agregado na sua pauta, já que nós não somos um país competitivo internacionalmente.

"Enquanto não tivermos uma reforma tributária, uma redução dos encargos e dos juros, além da melhoria da infraestrutura, nós vamos continuar sendo apenas um país exportador de commodities agrícolas e minerais", ressaltou.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO - LUCIANE LISBOA.
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