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Logística trava aportes no Norte de Minas




LEONARDO FRANCIA.














ROBERTO ROCHA/ABR
A FCA afirma que está finalizando estudos que incluem a construção de um ramal ferroviário na região
A FCA afirma que está finalizando estudos que incluem a construção de um ramal ferroviário na região

Anunciada em 2007 como nova fronteira minerária do Estado, a região Norte de Minas, com reservas estimadas em 20 bilhões de toneladas de minério de ferro, já atraiu investimentos bilionários de players nacionais e internacionais, inclusive da China. Porém, até hoje a solução logística para o escoamento da produção não foi definida, o que faz com que muitos projetos anunciados para a área ainda não tenham saído do papel.

A secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, afirma que o governo mineiro é favorável à construção de um ramal ferroviário. Segundo ela, a implantação de uma linha férrea resolveria a questão do transporte e, ao mesmo tempo, induziria o desenvolvimento econômico e social dos municípios da região, reconhecidamente de baixo dinamismo.

"O governo já fez estudos sobre a viabilidade econômica e sobre o traçado ideal de uma ramal ferroviário regional e a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica) também. De fato, construir uma ferrovia é um investimento muito alto e de longo prazo. São cerca de US$ 3 milhões por quilômetro. A decisão é exclusivamente da empresa, que já opera linhas na região", explica.

A FCA, controlada pela Vale S/A, foi procurada pela reportagem e afirmou, em nota, que "está finalizando estudos com diversas opções logísticas para o Norte de Minas - incluindo a construção de um ramal". "Tão logo os estudos sejam concluídos, eles serão apresentados", diz ainda o comunicado.

Dorothea Werneck revela que players que já têm projetos de extração de minério na região chegaram a pleitear junto ao Estado a construção de minerodutos. Porém, a secretária destaca que o Executivo é contra esta solução. "A instalação dos dutos retiraria a água e o minério de Minas. E ainda levaria as siderúrgicas para a beira do mar", ressalta.

A secretária já havia afirmado que a definição da logística para o escoamento da produção da nova fronteira minerária também esbarrava na burocracia para a formação de parcerias público-privadas (PPPs).  que, segundo ela, a legislação nacional impõe um ritmo lento para a formalização legal das PPPs.

Entre as empresas com interesse na área estãoas gigantes BHP Billiton e a Vale, que já anunciou investimento de R$ 560 milhões em uma mina nos municípios de Serranópolis de Minas, Riacho dos Machados, Grão Mogol e Rio Pardo de Minas.

Além disso, o governo do Estado assinou protocolo de intenção com a Mineração Minas Bahia (Miba), que vai aportar R$ 3,6 bilhões nos próximos cinco anos na extração de minério. O projeto prevê capacidade para produzir 25 milhões de toneladas/ano de minério concentrado. As jazidas estão Grão Mogol e Rio Pardo de Minas. A Votorantim Novos Negócios (VNN), braço de venture capital e private equity do grupo Votorantim, também anunciou assinatura do protocolo de intenção com o governo de Minas. Os investimentos devem chegar a US$ 3,2 bilhões




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. LEONARDO FRANCIA.
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