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Cooxupé eleva exportações




MICHELLE VALVERDE.














DIVULGAÇÃO/COOXUPÉ
Principais destinos do café da Cooxupé são Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão
Principais destinos do café da Cooxupé são Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão

Os embarques da Cooperativa Regional de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé) cresceram 31,97% em 2011, se comparados com o volume exportado em 2010. Com a alta, a Cooxupé conquistou pela terceira vez o primeiro lugar no ranking dos maiores exportadores de café verde do país. As informações foram divulgadas pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O faturamento da cooperativa deverá encerrar 2011 em aproximadamente R$ 3 bilhões.

De acordo com o superintendente de Mercado Externo da Cooxupé, Joaquim Libânio Ferreira Leite, a cooperativa embarcou 2,465 milhões de sacas de café arábica e alcançou o topo do ranking dos exportadores. O resultado também foi alcançado nos anos de 1998 e 2010.

"Esse é um marco histórico. O aumento das exportações vem de um longo trabalho, iniciado em 1957, quando começamos a oferecer diferentes padrões de café e garantia de volume. O trabalho foi essencial para a expansão da atuação no mercado internacional", afirma Ferreira Leite.

Segundo Ferreira Leite, a cooperativa, ao longo dos anos, desenvolveu diversos padrões de cafés, atendendo ao gosto individual dos consumidores do mundo e garantindo abastecimento. "Com a padronização e a garantia de volume, conquistamos credibilidade no mundo e hoje exportamos para 35 países", disse.

Desde 1983 a Cooxupé exporta diretamente a produção. Os embarques diretos feitos pela Sul de Minas e Cerrado Comercial e Exportadora de Café S/A, empresa da cooperativa, em 2011, ficaram em 178,876 mil sacas, que somadas aos números da Cooxupé, totaliza 2,644 milhões de sacas exportadas. Comparando com as exportações de 2010, cerca de 1,868 milhões de sacas, houve um aumento de 31,97%.


Mercado - Os principais destinos são os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão. Para os próximos anos é esperada expansão dos embarques para a China. Atualmente o país importa pequeno volume de café especial da Cooxupé, porém o consumo no país vem crescendo, mesmo que ainda em pequena escala.

"O consumo mundial de café cresce cerca de 2% ao ano, o que demanda em torno de 2,3 milhões de sacas a mais. Na China, o consumo de café cresce cerca de 30% ao ano, porém a grande preferência é pelos blends, mas já tem uma parcela interessada em consumir cafés finos. Há 10 anos comercializamos pequenas quantidades com o país e pretendemos, através da participação em feiras e divulgação do produto, expandir nossa atuação a cada ano", disse.

As expectativas para este ano são positivas. A demanda crescente no mundo e os estoques ainda baixos de café irão sustentar os preços em níveis rentáveis para os cafeicultores, mesmo com o aumento da safra.

Além disso, a quebra de safra da Colômbia e a estagnação observada na América Central contribuem para limitar a oferta do grão, abrindo novos mercados para os produtores brasileiros. A saca de 60 quilos do produto está avaliada entre R$ 480 e R$ 520, dependendo da qualidade do grão.

A previsão é que a produção da cooperativa na safra atual alcance 5 milhões de sacas, contra as 3,8 milhões de sacas produzidas em igual período anterior. O incremento significativo de 31,5% se deve ao período de bianualidade positiva e ao aumento dos investimentos nos cafezais.


Preços - "Os preços do café se mantiveram altos ao longo da safra passada, o que foi suficiente para capitalizar os produtores e incentivar a retomada dos investimentos em tratos culturais, mecanização e na melhoria dos processos, o que contribui para o aumento da produtividade e da qualidade final do grão", disse.

Para este ano está prevista a inauguração da expansão feita pela Cooxupé nos armazéns, silos e áreas voltadas para a seleção e beneficiamento da produção. Os equipamentos de alta tecnologia estão em fase de implantação. O aporte na construção de galpões foi de R$ 30 milhões e irá ampliar em 30% a capacidade de armazenagem da cooperativa, que atualmente é de 3,5 milhões de sacas. O restante, R$ 20 milhões, será aplicado nas estruturas de processamento e envio do café.



 



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. MICHELLE VALVERDE.
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