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Foco é no mercado interno




 



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Calçado brasileiro perdeu mercado externo
Calçado brasileiro perdeu mercado externo

São Paulo - O diretor presidente da Vulcabras, Milton Cardoso, disse ontem que o objetivo da empresa ao comprar uma fábrica na Índia é conquistar o mercado do país asiático, mas admitiu a possibilidade de exportar para o Brasil calçados e componentes produzidos na unidade.

"O objetivo da Vulcabras é atuar no mercado indiano, embora possa haver exportação para o Brasil se isso for viável", afirmou após entrevista coletiva na Couromoda 2012, feira de calçados e assessórios em São Paulo. Localizada na cidade de Chennai, no sul da Índia, a fábrica foi adquirida pela Vulcabras em abril.

Na coletiva de imprensa, Cardoso, que também ocupa a presidência da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), citou que outras empresas do setor montaram fábricas fora do Brasil, em especial na América Central, para aproveitar acordos comerciais que alguns países da região têm com os Estados Unidos e entrar no mercado norte-americano com maior competitividade.

"Essas empresas tiveram que tomar esse caminho para manter seu viés exportador", explicou. Cardoso, no entanto, disse que cerca de 85% da produção brasileira de calçados é voltada ao mercado interno.

Outro motivo que levou companhias a optar pela produção no exterior foi o câmbio. De acordo com Cardoso, o real está entre 35% e 40% sobrevalorizado. Para a indústria calçadista, a taxa ideal seria de R$ 2,50, mas o dólar no patamar de R$ 2,15 satisfaria os empresários "desde que a taxa fosse combinada com desonerações e o combate a importações desleais".

Cardoso disse que a Vulcabras não prevê demissões ou fechamento de fábricas em 2012. No mês passado, a empresa anunciou o fechamento de seis unidades na Bahia. No primeiro semestre de 2011, já havia desativado uma fábrica em Parobé (RS), com a demissão de 800 funcionários. "Com o problema da invasão de importações tivemos que reduzir a capacidade de produção", afirmou. "Fechamos as unidades menos rentáveis", acrescentou.

Ele afirmou que o saldo de empregos criados pela Vulcabras na Bahia ainda é positivo. "Começamos com 9 mil empregados e chegamos a aumentar para 21 mil. Hoje, temos 14 mil, ainda 50% acima do número de quando iniciamos no Estado." (AE)



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
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