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Mercado prevê dólar a R$ 1,78 no fim do ano
















ALISSON J. SILVA
Na avaliação do mercado, o BC vai baixar os juros
Na avaliação do mercado, o BC vai baixar os juros

Brasília - O dólar deve terminar o ano cotado a R$ 1,78. É o que revela o relatório Focus, do Banco Central (BC), que colhe as estimativas do mercado financeiro para o desempenho dos principais indicadores econômicos do país. Há uma semana, o prognóstico dos analistas financeiros consultados pelo BC era de que o câmbio encerrasse 2012 em R$ 1,77. Há um mês, a cotação estava em R$ 1,75 e é exatamente neste nível que os analistas de mercado acreditam que a moeda encerrará o próximo ano. Esta expectativa está há seis semanas em vigor.

Já a taxa média de câmbio foi mantida pelo mercado financeiro para este e para o próximo ano. Para 2012, a variável mediana está em R$ 1,79 e, para 2013, em R$ 1,75. Há um mês, os analistas previam que o dólar médio ficasse em R$ 1,78 e R$ 1,73, respectivamente.

O déficit em conta corrente deverá ficar maior este ano do que o previsto há uma semana pelo mercado. A mediana das projeções para o indicador em 2012 passou de um saldo negativo de US$ 66,40 bilhões para US$ 66,45 bilhões. Mesmo assim, segue mais baixo que o previsto há um mês (déficit de US$ 68 bilhões). Para 2013, a expectativa de um déficit de US$ 70 bilhões prossegue há 21 semanas.

Os prognósticos se deterioraram acompanhando a piora das estimativas para o saldo da balança comercial este ano. A mediana das projeções do mercado passou de um superávit de US$ 19,40 bilhões para US$ 19,10 bilhões. Há um mês, estava em um saldo positivo de US$ 17,95 bilhões. Para 2013, porém, o mercado elevou a mediana das projeções para os negócios internacionais, passando de US$ 12,68 bilhões para US$ 14 bilhões, exatamente o valor que constava do relatório divulgado há um mês.


Investimentos - No caso dos investimentos estrangeiros diretos (IED), o BC detectou que o mercado mantém a estimativa de entrada de US$ 55 bilhões este ano, mesmo valor verificado na pesquisa anterior. Há um mês, a mediana estava em US$ 54,50 bilhões. Para 2013, a mediana das estimativas voltou para US$ 54,60 bilhões, mesmo patamar verificado há um mês. Na semana passada, a mediana chegou a subir a US$ 55 bilhões.

A estimativa de analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central para o crescimento da economia - Produto Interno Bruto (PIB) - neste ano caiu de 3,30% para 3,27%. Para 2013, a previsão é de 4,20%. A expectativa para o crescimento da produção industrial foi ajustada de 3,43% para 3,31%, em 2012, e ficou em 4%, no próximo ano.

Já a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB caiu de 37,40% para 37%, em 2012, e para o próximo ano ficou em 35,90%. Os economistas também revisaram, desta vez para cima, a expectativa para a cotação do dólar ao final do ano, que subiu de R$ 1,77 para R$ 1,78. Para 2013, a estimativa é de R$ 1,75.


Selic - Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central esperam por uma redução de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para hoje a amanhã. Atualmente, a taxa está em 11% ao ano. Para o fim de 2012, a expectativa é 9,5% ao ano, há cinco semanas. No final do próximo ano, a previsão é de 10,25% ao ano.

Segundo eles, o agravamento da crise externa e, por conseqüência, a perspectiva de menor crescimento econômico, são os fatores que devem levar o Copom a reduzir mais uma vez a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual. Nas reuniões de agosto, outubro e novembro do ano passado, o BC reduziu a Selic nesse patamar.

O Copom reduz a Selic para estimular a atividade econômica. No sentido oposto, a taxa é elevada quando a autoridade monetária avalia que a economia está muito aquecida, com elevação dos preços. Então, o Copom sobe a taxa para incentivar a poupança, desestimular o consumo e segurar a inflação.

De acordo com as previsões do boletim Focus, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2012, caiu pela sétima semana seguida, ao passar de 5,31% para 5,30%. Para 2013, a expectativa foi mantida em 5%. Essas projeções estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%.


Inflação - A pesquisa do BC também traz estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que passou de 5,26% para 5,24%, neste ano, e ficou em 4,70%, em 2013. Já a expectativa para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada de 5% para 4,99%, este ano, e ficou em 4,9%, em 2013. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a alteração foi de 5,07% para 5,01%. No próximo ano, a expectativa para o índice passou de 4,92% para 4,94%.

A estimativa dos analistas para os preços administrados foi alterada de 4,5% para 4,2%, em 2012, e ficou em 4,5%, no próximo ano. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo. (AE/ABr)




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE/ABr)
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