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Importações "travam" o setor têxtil




MARA BIANCHETTI.














ALISSON J. SILVA
A indústria têxtil enfrenta forte concorrência externa
A indústria têxtil enfrenta forte concorrência externa

O setor têxtil e de confecção brasileiro fechou 2011 com um déficit de US$ 4,74 bilhões em sua balança comercial, o maior desde 2006. O resultado se deve ao valor de US$ 6,17 bilhões em importações contra US$ 1,42 bilhão em exportações contabilizados no ano passado. O resultado negativo aumentou cerca de 35% em relação ao exercício anterior, quando o déficit do setor havia chegado a US$ 3,52 bilhões.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e foram divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Em volume, as importações vindas principalmente da China, cresceram 40,6% no ano passado em relação a 2010. Na mesma base de comparação a produção nacional têxtil caiu 14,7% e a de vestuário, 3,2%. Já as vendas do setor no varejo tiveram alta de 4,1%.

Na avaliação do presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, os resultados confirmam a perda de competitividade da indústria brasileira nos últimos anos. Segundo ele, a indústria de transformação encerrou 2011 com déficit de US$ 93 bilhões em sua balança comercial. "A indústria como um todo está enfrentando uma competição predatória internacional, por meio de uma concorrência desleal", diz.

Conforme Diniz Filho, entre os fatores que tornam a competitividade injusta está a diferença cambial existente entre o real e o yuan. "Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a disparidade entre as duas moedas já chega a 45%. Não há como competir com essa situação", afirma.















DIVULGAÇÃO
Para a Abit, a indústria como um todo está enfrentando uma competição predatória internacional
Para a Abit, a indústria como um todo está enfrentando uma competição predatória internacional

Disparidade - O presidente da Abit lembra que diante da disparidade entre os mercados e mesmo gerando prejuízos ao Brasil, algumas empresas optam por importar os produtos e colocar sua marca, como se fossem produzidos no país, quando, na verdade, são comprados prontos no mercado internacional.

"Não podemos permitir que os importadores usufruam somente do poder de consumo do mercado nacional. Se o Brasil tem um consumo em massa ele precisa ter uma produção em massa também", explica.

Como forma de reverter o atual cenário, o presidente da Abit e também da Cedro Têxtil, sediada em Sete Lagoas, lembra que serão necessárias medidas do governo federal, como implantação de um regime tributário diferenciado para o setor, o combate à entrada no país de produtos subfaturados ou contrabandeados e incentivo ao consumo interno.

Ao mesmo tempo, ele admite que já é possível notar certo reconhecimento desses problemas por parte de alguns ministros. "Eles sabem que a indústria nacional não pode ser entregue desta forma aos demais países", diz.

Para tornar as perdas do setor ainda mais evidentes e ampliar a sensibilização, a entidade criou o "Importômetro", um painel eletrônico para mostrar em tempo real quanto o Brasil está importando de artigos têxteis e de confecções, semelhante ao "Impostômetro". Instalado na fachada da sede da entidade, em São Paulo, o aparelho vai indicar ainda quantos empregos são perdidos a cada centavo de dólar de importação do setor.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. MARA BIANCHETTI.
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