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Copom reduz juro em 0,5 ponto.
















ALISSON J. SILVA
Por unanimidade, o Banco Central confirmou as apostas do mercado financeiro
Por unanimidade, o Banco Central confirmou as apostas do mercado financeiro

Brasília - O Banco Central (BC) anunciou ontem o quarto corte consecutivo dos juros e indicou que deve promover novas reduções nos próximos meses para estimular a continuidade da recuperação da economia brasileira. A instituição confirmou as apostas do mercado financeiro e reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 11% para 10,50% ao ano, por unanimidade. Agora, a expectativa da maioria dos economistas é de pelo menos mais uma redução, para 10% ao ano, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para 6 e 7 de março.

Essa previsão foi reforçada não apenas pelo placar unânime, mas também pelo comunicado divulgado logo após a decisão. O BC utilizou as mesmas palavras com as quais justificou os dois últimos cortes, que também foram de 0,50 ponto. Afirmou novamente que "um ajuste moderado no nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012". Manteve também o entendimento de que o ambiente global continua "mais restritivo", em uma referência aos efeitos da crise externa.

O que divide agora os analistas é a possibilidade de um último corte dos juros em abril, que levaria a taxa básica para 9,50% ao ano. Embora a maioria aposte nessa hipótese, alguns economistas dizem que há cada vez mais indicações de que o BC pode abreviar o ciclo de queda da Selic iniciado em agosto do ano passado, quando a instituição surpreendeu o mercado financeiro e se antecipou à piora no cenário externo.

Desde a última reunião do Copom, no final de novembro, houve melhora no mercado internacional e recuperação modesta da atividade econômica no Brasil.

Também se espera o anúncio em breve de um corte de até R$ 70 bilhões no Orçamento federal, valor superior ao anunciado em 2011, para que o governo possa cumprir a meta de superávit das contas públicas neste ano. O aumento na economia feita pelo setor público é um dos fatores que entram na conta do BC na hora de decidir se reduz ou não a taxa básica.

Outro fator que contribui para a queda dos juros é a mudança no cálculo do IPCA. Com base apenas nesta mudança, vários economistas reduziram suas projeções de inflação, o que abre espaço para cortes maiores dos juros.


Banco do Brasil
- Seguindo a redução dos juros básicos da economia anunciada ontem pelo Banco Central, o Banco do Brasil também vai reduzir suas taxas a partir de hoje, de acordo com comunicado do banco à imprensa. A redução ocorre nas linhas de pessoa física e jurídica. Na pessoa física, por exemplo, considerando o juro máximo cobrado no cheque especial, a taxa caiu de 8,41% ao mês para 8,37%. No financiamento para a compra de material de construção, o juro baixou de 2,34% para 2,30%. (AE)




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
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