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Fiemg diz que decisão foi acertada



 


REPORTAGEM LOCAL.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) comemorou ontem a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, a Selic. Segundo a entidade, a manutenção do ritmo forte de redução da taxa foi uma decisão acertada. "Mostra que o governo e as autoridades econômicas nacionais mantêm-se atentos ao cenário de desaquecimento que está se firmando no país desde o terceiro trimestre de 2011, quando o crescimento foi nulo", disse a Fiemg em nota.

Na avaliação da federação, "a redução dos juros básicos se dá em um momento de queda contínua do IPCA nos últimos três meses, como já havia sido previsto pelo Banco Central. No acumulado de 2011, a inflação fechou em 6,5%, no teto da meta. Essa desaceleração dos preços mostra que o Copom ainda tem muito espaço para a redução dos juros".

"Outro fator de enorme preocupação para a indústria diz respeito à crise europeia. Seus desdobramentos continuam se agravando, principalmente depois da redução da nota de risco francesa, pela Standard & Poor´s. Além da França, outros países europeus tiveram suas notas rebaixadas, Itália, Áustria, Portugal e Espanha. Com todo esse ambiente internacional desfavorável, aumentam ainda mais as possibilidades de desaceleração da economia brasileira", diz.

A entidade lembra que, "além da Europa, os EUA e Japão ainda não apresentam sinais claros de recuperação, e a China dificilmente conseguirá manter seu crescimento nos mesmos níveis da década passada. Já para 2012, esses fatores devem impactar o preço dos produtos exportados, que provavelmente não manterão o mesmo ritmo de 2010 e 2011. Caso o cenário de crise piore, além das exportações, o investimento também será muito afetado, e neste caso, mais uma vez, a indústria será a maior prejudicada".

Por fim, "ressalta que além da redução sistemática dos juros, é imperativo que o governo trate os problemas da indústria como primordiais, pois caso contrário será impossível evitar a desaceleração da economia neste e nos próximos anos".




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. REPORTAGEM LOCAL.
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