Endereço

Rua Pernambuco, 1002 - Sala 601
Savassi | CEP 30130-151
Belo Horizonte, MG
Tel.: 3261 8282 - 3262-4130/0876
sdamg@sdamg.com.br


Clique aqui para acessar a Intranet

Notícias

voltar        

Controle sobre importação dá resultado



Buenos Aires - Os números da balança comercial argentina em dezembro sugerem que o "estilo mão-de-ferro" do secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, começou a controlar as importações muito antes da implementação da nova barreira contra as importações na Argentina, a partir de 1º de fevereiro. O saldo comercial confirma que a política de controle rígido das operações já deu resultados: o governo conseguiu fechar o ano de 2011 com um superávit de US$ 10,347 bilhões, ligeiramente acima do esperado pela Administração Pública Federal, em torno de US$ 9 bilhões. O grande destaque, entretanto, está na grande margem de crescimento entre exportações e importações.

Em dezembro, as importações cresceram apenas 11% (US$ 6 bilhões), a menor expansão dos últimos dois anos. Já as exportações cresceram 14% (US$ 6,3 bilhões) Esses números ajudaram a elevar o saldo comercial no mês passado, superando as expectativas do governo argentino. No ano passado, as exportações argentinas aumentaram 24% (US$ 84,269 bilhões), enquanto as importações subiram 31% (US$ 73,922 bilhões).

Logo depois das eleições, em 27 de outubro, quando começou a corrida por dólares, o governo começou a sentir a forte pressão sobre as reservas do BC. Em novembro, a falta de dólares levou Moreno a controlar as importações.

Mesmo assim, o superávit comercial anual de US$ 10,347 bilhões ficou abaixo dos anos anteriores, confirmando a tendência de queda registrada nos últimos anos. Em 2010, o superávit comercial da Argentina foi de US$ 11,6 bilhões, bem aquém do superávit de US$ 17 bilhões de 2009.

No entanto, a estratégia de ampliar as licenças não automáticas de 400 para 600 posições tarifárias, desde fevereiro de 2011, e a proibição verbal de Moreno aos importadores para não comprar nenhum produto nos últimos meses do ano, impediram que a deterioração no superávit se agravasse.

Atingir novamente esse objetivo em 2012 é o principal motivo para as novas barreiras burocráticas que começam a ser adotadas dentro de uma semana. O governo quer garantir um superávit comercial em torno de US$ 10 bilhões e o tempo que levará a autorização para importar estará condicionado a alcançar esse volume mínimo de divisas para o país. (AE)


 






Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
Animatto Webcom