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Artesãos mineiros vão exportar para a Europa

















THIAGO ROCHA / SEBRAE MG
As associações de Campo Alegre e Coqueiro Campo entregaram encomenda de 1.500 peças
As associações de Campo Alegre e Coqueiro Campo entregaram encomenda de 1.500 peças

O Projeto Artesanato de Comércio Justo, implantado no final de 2011 como piloto pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), já opera em caráter oficial. Abrigando cerca de 80 artesãos das cidades de Campo Alegre e Coqueiro Campo, no Vale do Jequitinhonha, e Santo Antônio do Leite, distrito de Ouro Preto, na região Central do Estado, a iniciativa vai levar, pela primeira vez, produtos mineiros para a Europa.

Segundo a analista de acesso a mercados do Sebrae-MG, Raquel Brasil, a Europa está cada vez mais interessada em produtos originais do Brasil, entretanto, o consumidor europeu é bastante consciente e quer saber como o produto foi produzido e se respeita o meio ambiente. "O consumidor não aceita mais um produto que desrespeite a natureza ou os direitos humanos. A missão do Sebrae é justamente capacitar o produtor para atender essa demanda. Atuamos desde a adequação de embalagens, desenvolvimento e apresentação de produtos até a compreensão pelo artesão de todo o processo de exportação", explica a analista.

O projeto, que começou com a análise de 14 grupos de artesãos de várias partes do Estado já conhecidos pelos Sebrae, selecionou cinco associações. As duas primeiras, Campo Alegre e Coqueiro Campo, já entregaram a primeira encomenda de 1.500 peças, entre travessas, moringas, vasos, copo, bonecas e galinhas feitas em cerâmica. A compradora é a Barbosa do Brasil, empresa holandesa que distribui produtos genuinamente brasileiros a uma rede de mais de mil lojas de presentes, chamada World Store, na Holanda e na Alemanha. Nessa organização, considerada uma das maiores do mundo, são vendidas peças que seguem os princípios do comércio justo, como respeito ao meio ambiente e à legislação trabalhista, transparência na gestão e rígido controle de qualidade.

Os artesãos de Santo Antônio do Leite já enviaram os primeiros itens para análise. "Em Santo Antônio do Leite trabalhamos com joias artesanais, então a análise será feita com muito critério, principalmente no quesito ambiental, mas nós já consideramos isso como a primeira compra", avalia Raquel Brasil.

Até o mês de maio, o quarto grupo já deve fazer os primeiros contatos com os compradores europeus. Outros grupos que não participaram da primeira seleção mas que se interessarem podem entrar em contato com o Sebrae-MG. Outras compradoras também podem seguir o exemplo da Barbosa do Brasil procurando a instituição. "A nossa vontade é que outros compradores se interessem pelo artesanato mineiro e que possamos ajudar os nossos produtores a alcançar mais países.  importante lembrar que o projeto diz respeito ao comércio justo, então procuramos parceiros que se encaixem nessa filosofia, tanto do lado dos compradores como dos vendedores", ressalta a analista.

Além da capacitação dos artesãos, o Sebrae-MG oferece apoio no contato com os compradores e, quando necessário, no desenvolvimento de novos produtos, sempre respeitando a tipologia do trabalho original, gerando reconhecimento e renda sem descaracterização do produtos e dos grupos envolvidos. "A nossa intenção é ajudar esses artesãos a começar esse caminho. Com o passar do tempos eles poderão manter e até ampliar os negócios por conta própria e, então, vamos poder auxilar outros trabalhadores", planeja Raquel Brasil.





Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. DANIELA MACIEL.
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