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Importação de aço preocupa
















ALISSON J. SILVA
As importações de aço bruto caíram, mas o produto continua entrando em larga escala no país na forma de manufaturados
As importações de aço bruto caíram, mas o produto continua entrando em larga escala no país na forma de manufaturados

Embora as importações de aço in natura tenham caído 47,5% no ano passado em comparação com 2010, a entrada no país de produtos manufaturados de aço - importação indireta - cresceu 113,6% entre 2017 e 2011, o que preocupa o setor e pode levar, no longo prazo, à desindustrialização do segmento.

Os dados são do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider). De acordo com a entidade, a redução nas importações de aço se deu principalmente em função da queda do preço do produto nas siderúrgicas nacionais.

O recuo nas compras externas, segundo o sindicato, se deu por uma postura mais agressiva da indústria do aço no ano passado, que teve suas margens reduzidas. "A importação de aço por si só não preocupa, já que se tratam de janelas de mercado. A questão, muito mais complexa, diz respeito ao crescimento da compra de produtos estrangeiros intensivos em aço, já que isso pode acabar com a cadeia produtiva nacional e levar à desindustrialização", afirma o superintendente do Sindisider, Gilson Santos Bertozzo.

Conforme a entidade, o consumo aparente de aço no país permaneceu estável nos últimos quatro anos, mas no ano passado ele foi menor, com queda de 11% na utilização do insumo pelo brasileiro, outro sinal do aumento da importação indireta.

Bertozzo disse que a compra de produtos importados manufaturados de aço, principalmente dos chineses, vem crescendo muito, minando a competitividade da indústria nacional. "Em alguns setores, muitas empresas já deixaram de fabricar os produtos e passaram a apenas montar as peças importadas da China", ressaltou.

Segundo ele, a diferença de preços é gritante. "Para se ter uma ideia, peças do setor moveleiro como trilhos e dobradores, que aqui custam em média R$ 60, chegam da China a R$ 18. Não tem como competir. O Brasil precisa rever urgentemente a carga tributária do setor", assinalou.

Dados levantados pelo Instituto Nacional do Aço (Inda) apontam que as usinas nacionais deixaram de entregar, em 2011, 5 milhões de toneladas de aço. De acordo com o Sindisider, os setores de máquinas e equipamentos e automotivo (autopeças-automobilístico) são os que mais utilizam o aço indireto.

No ano passado, houve um acréscimo de 11,7% nas vendas quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Porém, houve queda em dezembro. No período, foram negociadas 324,8 mil toneladas de aço plano, montante 9,6% menor do que o registrado em novembro e 15,8% superior ao total de aço vendido em dezembro de 2010.

As compras das usinas siderúrgicas registraram queda de 11,7% frente a novembro, totalizando 317,7 mil toneladas. Quando comparadas a dezembro de 2010, as compras aumentaram 18,5%. No entanto, no acumulado de 2011 houve baixa de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.















ALISSON J. SILVA
As compras de aço nas siderúrgicas no mês de janeiro devem crescer 3% e as vendas da rede distribuidora 5%, prevê sindicato
As compras de aço nas siderúrgicas no mês de janeiro devem crescer 3% e as vendas da rede distribuidora 5%, prevê sindicato

Estoques - Por outro lado, os estoques de aço nas distribuidoras brasileiras também vêm caindo. Em dezembro, o recuo foi de 0,7% em relação a novembro, totalizando 1.000,7 mil de toneladas.

"Estamos com estoques referentes a três meses. O ideal é em torno de 2,7 meses, mas o resultado está abaixo dos quatro meses que chegamos a registrar em alguns meses do ano passado", afirmou Bertozzo.

E para 2012 as expectativas para o setor são positivas. Conforme o Sindisider, as compras de aço nas siderúrgicas no mês de janeiro devem crescer 3% e as vendas da rede distribuidora, 5%.

"O setor deve crescer 6% neste ano. Estamos otimistas, já que o governo não pode mais adiar as obras de infraestrutura fundamentais para os eventos que serão realizados no Brasil, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Além disso, a indústria automobilística deve crescer, assim como o segmento fabricante da linha branca", destacou.



 



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. LUCIANE LISBOA.
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