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SETE LAGOAS. Cidade quer implantar plataforma logística




A Prefeitura de Sete Lagoas, na região Central do Estado, está se mobilizando para viabilizar a instalação de uma plataforma logística intermodal e um porto-seco na cidade, um investimento que pode superar R$ 50 milhões. A intenção, de acordo com o engenheiro da Secretaria de Transporte e Trânsito, responsável pelo projeto, Rafael Salerno, é aproveitar a vocação industrial do município - onde estão instaladas várias empresas de grande porte, como a Iveco Latin America, braço fabricante de veículos pesados da Fiat - e sua localização privilegiada, para favorecer o escoamento da produção industrial.

A ideia é instalar o complexo anexo ao terminal rodoferroviário de Sete Lagoas, que está em fase final de implantação e demandou aportes de R$ 30 milhões. "Esse terminal, que pertence à iniciativa privada, foi construído em uma área de 290 mil metros quadrados. A ideia é integrar o porto-seco a ele", afirmou.

Conforme Salerno, o projeto ainda está em fase de estudos, já que a implantação de aduanas depende de concessão pública. "Estamos mobilizando o empresariado e também os políticos da região, na tentativa de viabilizar o empreendimento. Enquanto São Paulo possui 26 entrepostos alfandegados, Minas Gerais só tem cinco", ressalta.

Esse modelo de plataforma intermodal foi discutido ontem, em evento promovido pela Prefeitura de Sete Lagoas. Rafael Fattorelli, diretor-executivo da Multilift, empresa responsável pelo terminal rodoferroviário, em parceria com a Mineração Belocal, explica que, caso a instalação do porto-seco seja viável, a empresa teria interesse em administrá-lo.

Segundo ele, a aduana poderia complementar o terminal rodoferroviário que já está em operação, atuando no armazenamento e no escoamento de produtos como matérias-primas e insumos importados, além de produtos acabados de diversos setores da indústria.

"O porto-seco facilitaria os trabalhos, já que o desembaraço das importações não precisaria ser feitos nos terminais de origem. Além disso, seria bom para o município, já que o ICMS passaria a ser recolhido aqui", afirmou.


Reivindicação - A instalação de mais portos-secos no Estado é uma antiga reivindicação de políticos e de entidades ligadas ao setor, já que, segundo o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Minas Gerais (Sdamg), os terminais mineiros operam próximos do limite da capacidade.

Prova disso é que para aliviar os efeitos da alta significativa e atender o acréscimo da demanda ocorrido no final do ano passado, a Receita Federal precisou ampliar o expediente no Porto Seco Granbel, controlado pela Usifast, em Betim (Grande BH), em quatro horas diárias.

Em 2011, os desembaraços por meio dos portos-secos do Estado cresceram 20,2% em relação ao movimento de 2010. As importações somaram US$ 6,947 bilhões no ano passado, contra US$ 5,780 bilhões no exercício anterior.



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. LUCIANE LISBOA.
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