Endereço

Rua Pernambuco, 1002 - Sala 601
Savassi | CEP 30130-151
Belo Horizonte, MG
Tel.: 3261 8282 - 3262-4130/0876
sdamg@sdamg.com.br


Clique aqui para acessar a Intranet

Notícias

voltar        

Acordo com México ameaçado




Brasília - O Brasil ameaça romper o acordo automotivo com o México, em vigor desde 2002, para forçar o país a ampliar o tratado e abrir seu mercado para todas as categorias de produtos. A medida faz parte de da estratégia brasileira de pressionar os mexicanos a importarem, principalmente, químicos e produtos agropecuários brasileiros e, ao mesmo tempo, demonstrar insatisfação com o andamento do tratado, em vigor desde 2002.

Sempre houve resistência do México em expandir o acordo, embora, desde o início, havia um entendimento de que o comércio bilareral passaria por um processo de abertura para, pelo menos, mil itens. Com a negativa das autoridades mexicanas, a balança comercial entre os dois países, que era favorável ao Brasil até 2008, com um superávit de US$ 1,555 bilhão, se transformou em um déficit de US$ 1,170 bilhão.

Até 2008, a falta de um entendimento não incomodava as autoridades brasileiras. Ao contrário, as vendas de automóveis ao mercado mexicano só cresciam. Agora, com a exclusão do México do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados, há um déficit do lado brasileiro de US$ 1,5 bilhão somente no comércio de veículos.
"As negociações para ampliar o acordo não foram suspensas, mas não estamos nem um pouco satisfeitos com a situação", disse uma fonte do governo brasileiro.

No mês passado, quando a presidente Dilma Rousseff esteve em Buenos Aires, conversou com a presidente argentina, Cristina Kirchner, sobre a revisão do acordo automotivo com o México. O país vizinho gostou da ideia, pois isso poderá significar mais exportações de automóveis argentinos para o mercado brasileiro.

Porém, isso poderá ser mais um problema para a indústria brasileira, porque a maioria das montadoras tem filiais no México, entre elas a General Motors, a Volkswagen, a Fiat e a Ford. Com a decisão, a importação dos veículos será taxada em 35%.



 



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AG)
Animatto Webcom