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Minas quer estreitar relação comercial com Japão




 














ALISSON J. SILVA
O 1º Festival Minas Japão aconteceu no Expominas, na Capital
O 1º Festival Minas Japão aconteceu no Expominas, na Capital

O ex-presidente da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) Wilson Brumer assumiu, na sexta-feira, o cargo de Cônsul Honorário do Japão em Belo Horizonte. Uma das estratégias do governo de Minas para alavancar a economia do Estado é estreitar as relações econômicas com o país e, segundo Brumer, o grande nicho a ser explorado envolve as empresas mineiras e japonesas de médio porte.

"As médias empresas que estão crescendo muito atualmente e ainda não conhecem as oportunidades proporcionadas pelas parcerias com o Japão. O mesmo vale para as empresas daquele país. Este é um ponto que temos que explorar e vou fazer este trabalho junto com as entidades de classe mineiras, brasileiras e com os órgãos e governo japoneses", afirmou Brumer, que foi nomeado para o cargo na sexta-feira, durante o 1º Festival Minas Japão, que aconteceu no Expominas, na Capital.

O governador Antonio Anastasia, também presente no evento, salientou que a presença de empresas japonesas foi decisiva para o desenvolvimento da economia do Estado e afirmou que o Executivo mineiro e a iniciativa privada estão atentos às diversas oportunidades de negócios entre os dois países.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, a localização estratégica de Minas em relação às outras unidades da Federação é um diferencial para a atração de investimentos japoneses. "Estamos no maior vetor econômico do país, que é a região Sudeste, e somos vizinhos do grande centro comercial brasileiro, que é São Paulo. Além disso, também estamos próximos das regiões Centro-Oeste e Nordeste, cujo mercado consumidor tem crescido significativamente", disse.

Dorothea argumentou ainda que a infraestrutura institucional e logística existente e a assistência oferecida pelo governo mineiro às empresas que pretendem se instalar no Estado são grandes vantagens competitivas.


Aportes - Além da Celulose Nipo-Brasileira S.A. (Cenibra) e da Usiminas, cujo bloco acionário é controlado majoritariamente pelo grupo japonês Nippon Steel, com 29,44% das ações ordinárias, outras grandes empresas do país asiático têm investido no Estado. A Panasonic está realizando aportes de R$ 200 milhões na implantação de uma unidade destinada à fabricação de eletrodomésticos da linha branca em Extrema, no Sul de Minas.

Já a usina siderúrgica da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB) foi inaugurada em setembro em Jeceaba (Campos das Vertentes). Foram realizados investimentos de R$ 5 bilhões no empreendimento, que será totalmente verticalizado e o único no país a contar com uma pelotizadora de minério de ferro para abastecer a produção.

Além disso, a entrada do grupo japonês Mitsui no projeto da Dow Chemical para a construção de um pólo alcoolquímico em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, foi o que salvou o projeto, que ficou engavetado por mais de dois anos diante da falta de um parceiro estratégico. A sociedade investirá cerca de R$ 3 bilhões para viabilizar a produção de polietileno, conhecido como "plástico verde".


Agroindústria - Também há fortes parcerias com o país oriental na agroindústria. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) realizou, no final do ano passado, uma doação de R$ 3 milhões para a compra de máquinas e melhoria nos processos de produção de frutas no projeto Jaíba, no Norte do Estado. Outro destaque é o Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer), que impulsionou a agricultura da região Noroeste de Minas Gerais, promovendo o assentamento de agricultura e implantando novas técnicas de cultivo.

Na área da saúde, a Jica capacitou a equipe do Hospital Sofia Feldman, na Capital, por meio de um protocolo internacional de atenção ao parto e nascimento. Agora, o hospital mineiro replicará a técnica para profissionais de saúde de países africanos de língua portuguesa e da América Latina e Caribe.

Em 2011, o Japão foi o segundo parceiro comercial nas exportações mineiras, sendo responsável por 7,9% do total. O país é, ainda, o sexto no ranking das importações realizadas no Estado, com uma fatia de 3,9%. A corrente de comércio foi de US$ 3,75 bilhões, um aumento de 30,9% em relação a 2010. Em 2011, Minas Gerais exportou ao Japão cerca de US$ 3,28 bilhões e importou US$ 474 milhões. O superávit comercial foi da ordem de US$ 2,8 bilhões.

No total, 200 empresas exportaram para o Japão no ano passado. As principais foram a Vale, CBMM e Cenibra. Na outra ponta, 436 empresas importaram produtos japoneses com destaque para Usiminas, Fiat Automóveis, Vale e Sumidenso do Brasil.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. LÍDIA REZENDE.
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