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Leilão rende RS 24,535 bilhões
















ELZA FIÚZA / ABR
No aeroporto de Brasília, a Engevix saiu vencedora, com um lance de R$ 4,501 bilhões e ágio de 673%
No aeroporto de Brasília, a Engevix saiu vencedora, com um lance de R$ 4,501 bilhões e ágio de 673%

São Paulo - O resultado do leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília superou as expectativas mais otimistas do mercado. Ninguém duvidava que a disputa seria acirrada, mas não se esperava ágios de até 673%, como ocorreu com o Aeroporto Internacional de Brasília. Na média, as três concessões tiveram ágio de 347% e vão render ao governo federal R$ 24,535 bilhões. O dinheiro, pago em parcelas anuais durante o período de concessão, será usado em melhorias no setor.

Com proposta de R$ 16,213 bilhões, que representa sobrepreço de 373% sobre o preço mínimo, a Invepar venceu a disputa pela concessão do aeroporto de Guarulhos, o mais cobiçado. A empresa detém 90% do consórcio formado junto à sul-africana ACSA, que possui os demais 10%.

No caso do aeroporto de Brasília, a Engevix saiu vencedora, com lance de R$ 4,501 bilhões, ágio de 673%. O consórcio Inframérica Aeroportos, formado com a argentina Corporación América (50% cada), também venceu o leilão de São Gonçalo do Amarante (RN), o primeiro a ser privatizado.

Já na disputa pelo aeroporto de Campinas, o consórcio liderado pela Triunfo Participações ficou à frente, com ágio de 159,8%, com uma proposta de R$ 3,821 bilhões. No consórcio Aeroportos Brasil, a Triunfo tem participação de 45%, a UTC Engenharia outros 45% e a francesa Egis, 10%.

Ao final do leilão, o aeroporto de Brasília, que foi o único disputado no leilão viva-voz, teve preço superior ao de Campinas. No edital constava que o preço mínimo para Brasília era de R$ 582 milhões, enquanto o de Campinas era de R$ 1,471 bilhão. O aeroporto de Guarulhos recebeu dez propostas, o de Campinas quatro propostas, e o de Brasília, oito.

Realizado na manhã de ontem, na sede da BM&FBovespa, o leilão lembrou as grandes privatizações da década de 1990, com direito a protestos na rua XV de Novembro e muito buchicho entre os investidores. No saguão da bolsa paulista, estava a nata da infraestrutura brasileira e da construção civil, como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. As três gigantes, porém, saíram de mãos abanando.


Furor - Quem causou furor entre os investidores foi o consórcio formado pela Invepar, empresa formada pelos fundos de pensão (Previ, Funcef e Petros) e a construtora OAS. Em parceria com a operadora estatal sul-africana ACSA, o grupo minou qualquer possibilidade da concorrência arrematar o terminal de Guarulhos, em São Paulo. A oferta, de R$ 16,21 bilhões e ágio de 373,5%, era R$ 3,3 bilhões superior ao segundo melhor lance. A disputa foi para o viva voz, mas ninguém ousou fazer propostas.

Nas rodinhas entre executivos que participaram do leilão, a aposta era descobrir como o consórcio conseguiu fazer uma proposta tão alta por Guarulhos. E não faltaram insinuações como: " um consórcio chapa branca" ou "ficou dentro de casa", uma referência ao fato de o consórcio ser formado por fundos de pensão de estatais como Banco do Brasil, Caixa e Petrobras.

Advogados que estudaram os três aeroportos não conseguiram encontrar a equação financeira do grupo e acreditam que o retorno do investimento não supere 4%. O presidente da Invepar, Gustavo Rocha, mostrou-se bastante satisfeito com o resultado e revelou que esperar elevar de forma significativa o volume de receitas não tarifárias do aeroporto. "Há uma carência muito grande de serviços nos terminais", disse.

Segundo ele, o lance foi feito com base em oito meses de estudo. "Para entrar numa disputa como essa, tínhamos de estar muito seguros. Vamos entregar o que se espera para o acionista e para os passageiros." No mercado, no entanto, fala-se que até quatro semanas atrás, o grupo nem tinha fechado parceria com a estatal sul-africana ACSA.

Guarulhos foi o que recebeu o maior número de propostas. No total, 10 grupos fizeram ofertas para levar o maior aeroporto da América Latina. As ofertas variaram de R$ 4,5 bilhões e 16,2 bilhões. O volume de investimentos será de R$ 4,6 bilhões, sendo 1,4 bilhão até a Copa de 2014, com a construção do terceiro terminal de passageiros. (AE)




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
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