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Coeficiente de importação bate recorde



 


São Paulo - O coeficiente de exportação da indústria, indicador que mensura a participação das exportações na receita total da produção industrial, caiu para 19,8% no quarto trimestre de 2011, ante 20,2% no terceiro trimestre, de acordo com dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Em 2011, o coeficiente médio de exportação aumentou para 19,5% ante 18,9% em 2010.

Já o coeficiente de importação no quarto trimestre, indicador que mede a participação das importações no consumo aparente na indústria, atingiu 24% no quarto trimestre ante 23,4% no terceiro trimestre. No ano passado, a média do coeficiente de importação atingiu 23,1%, ante 21,8% em 2010.

Tanto o dado do quarto trimestre quanto o resultado de 2011 foram recordes, de acordo com a Fiesp. "Isso significa que no quarto trimestre do ano passado um quarto de tudo que se consumiu no país foi importado", disse o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade, Roberto Giannetti da Fonseca. "Além do recorde trimestral registramos também o maior consumo de importados dos últimos 9 anos", afirmou, ressaltando que a série da pesquisa da Fiesp tem início em 2003.


Beneficiados- Os produtos importados foram os que mais se beneficiaram do aumento de 1,2% do consumo aparente na indústria nacional em 2011, segundo a Fiesp. Dessa expansão, os itens vindos do exterior ficaram com 54,5% enquanto a indústria nacional ficou com 45,5%. Alguns dos setores mais afetados pelas importações foram os de artigo de vestuário e acessórios, calçados e ferro-gusa e ferro-liga.

Em artigos de vestuário e acessórios, o consumo aparente caiu 2,6% em 2011 em relação ao ano anterior. As importações, porém, tiveram alta de 41,4% no mesmo período. Já no setor de calçados, o consumo aparente caiu 9% e as importações subiram 15,6% no mesmo período. No setor de ferro-gusa e ferro-liga, o consumo aparente teve queda de 14,8% enquanto as importações aumentaram 11,3% no período.

De acordo com Giannetti da Fonseca, o crescimento do país não tem beneficiado a indústria nacional e sim a importação. "As importações são as quem estão se beneficiando do crescimento brasileiro", afirmou, após divulgação dos coeficientes de exportação e importação da indústria.

Por outro lado, outros setores da indústria apresentaram recuo na produção industrial em 2011, mas tiveram aumento nas exportações.  o caso do setor de ferro-gusa e ferro-liga, cuja produção caiu 3%, mas as exportações aumentaram 23,4% em 2011 na comparação com 2010.

A mesma situação ocorreu com produtos têxteis, cuja produção teve queda de 14,4% e as exportações aumentaram 11%. De acordo com Giannetti da Fonseca, esses resultados indicam duas possibilidades: ou o consumo interno caiu ou o mercado interno foi abastecido pelas importações.



 



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE).
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