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Mantega nega leilão de Confins





 














ALISSON J. SILVA
Revelação do ministro frustra os planos do Executivo estadual, que acreditava que a privatização de Confins agilizaria a criação da
Revelação do ministro frustra os planos do Executivo estadual, que acreditava que a privatização de Confins agilizaria a criação da "Cidade Aeroporto"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, surpreendeu ontem ao anunciar que, mesmo com o sucesso das privatizações dos aeroportos de Brasília, Campinas (SP) e Guarulhos (SP), os demais terminais do país não serão concedidos à iniciativa privada. Ele negou que o governo federal pretenda privatizar os aeroportos internacionais do Galeão, no Rio de Janeiro, e Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O ministro também assegurou que não está em estudo a transferência de terminais regionais para estados e municípios. "Vamos consolidar aquilo que está sendo feito", destacou.

Mantega descartou ainda a possibilidade de os R$ 24,5 bilhões obtidos pelo governo no leilão de outorgas realizado no último dia 6 serem usados para reforçar o superávit primário. Apesar de, em tese, o dinheiro poder ser empregado na ampliação do esforço fiscal, o ministro garantiu que os recursos financiarão investimentos nos terminais aéreos do país nos próximos anos.

De acordo com Mantega, as receitas dos leilões, que irão para o Fundo Nacional da Aviação Civil, serão aplicadas principalmente na melhoria de aeroportos regionais. "Por lei, os recursos têm de entrar na conta única do Tesouro Nacional, mas irão para esse fundo financiar novos investimentos no setor aeroportuário, principalmente nos aeroportos regionais, que têm rentabilidade menor e não são passíveis de concessão".














DIVULGAÇÃO
Segundo informações veiculadas ontem, a concessão de Confins já estaria em estudo pelo governo
Segundo informações veiculadas ontem, a concessão de Confins já estaria em estudo pelo governo

As polêmicas declarações do ministro colocam o futuro do Aeroporto Internacional Tancredo Neves em um novo limbo de incertezas. Depois de quase um ano de indefinições em relação às obras de expansão e modernização, o próprio governo federal admitiu, conforme publicado em outubro do ano passado, que poderia transferir ao setor privado a exploração do terminal mineiro, assim como do aeroporto Galeão.

Além disso, o anúncio de Mantega vai de encontro às afirmações também feitas ontem pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República. Por meio de sua assessoria de imprensa, o órgão confirmou ao DIÁRIO DO COMÉRCIO que até o final de março será divulgado o plano de outorgas que determinará quais aeroportos permanecerão sob responsabilidade da União, quais serão transferidos para os estados e municípios e quais serão concedidos à iniciativa privada.

Em entrevista publicada ontem pelo jornal "Valor Econômico", o próprio ministro da SAC, Wagner Bittencourt, teria garantido que as concessões dos terminais de Confins e Galeão estavam sendo discutidas neste momento pelo órgão e que, em princípio, todos os aeroportos poderiam ser transferidos à iniciativa privada, mas antes o governo federal definiria a estratégia a ser utilizada.














ALISSON J. SILVA
Athayde:
Athayde: "Vamos esperar para ver o que acontece"

As palavras de Mantega contradizem ainda duas fontes relacionadas ao governo federal. Segundo apurado pela "Agência Estado", um executivo ligado ao setor de infraestrutura que estaria participando de discussões com o governo afirmou que será realizado até no fim deste ano o processo de concessão dos aeroportos de Confins, Congonhas (SP), Manaus (AM) e Galeão. A fonte teria informado também que o anúncio deve ser feito em março ou abril.

A revelação do ministro da Fazenda frustra por completo os ousados planos do Executivo estadual para o terminal de Confins. A expectativa do governo mineiro era a de que as obras de ampliação do aeroporto e sua administração por empresas privadas impulsionassem o desenvolvimento de um novo vetor econômico da região, já projetado e chamado de "Cidade Aeroporto".

Antes das declarações de Mantega, o secretário de Estado para Investimentos Estratégicos, Luiz Antônio Athayde, havia afirmado à reportagem que o governo mineiro estava muito motivado e confiante, porque o bom resultado do último leilão traria rapidez à tomada de decisão para outros aeroportos. "Por sua importância e fluxo, certamente Confins deve ser estudado. Não podemos ficar para trás para não perder competitividade".

Mais tarde, questionado sobre as afirmações do ministro da Fazenda, o secretário informou apenas que aguardaria a repercussão do assunto. "Temos que esperar para ver o que acontece. É um assunto muito sensível, não se pode especular com isso", ponderou. Com informações da Agência Brasil.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. LÍDIA REZENDE e AE.
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