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Argentina aprova só 30% dos pedidos



 


Buenos aires - Encerrada a primeira semana de aplicação do sistema burocrático para as importações na Argentina, a Administração Federal de Rendas Públicas (Afip, pela sigla em espanhol), equivalente à Receita Federal brasileira, recebeu cerca de 16 mil Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI), mas apenas 4,7 mil foram aprovadas. Outras 2,9 mil foram negadas e as demais se encontram sob análise da secretaria de Comércio Interior, liderada por Guillermo Moreno, segundo dados da Câmara de Importadores da República Argentina (Cira).

As DJAI são apresentadas junto à Afip, mas precisam ser aprovadas também por Moreno. Além disso, o secretário exige um formulário paralelo, denominado Nota de Pedido, que deve ser enviado por e-mail, informando sobre cada um dos itens que o importador deseja comprar e está sujeito à aprovação ou veto. "O sistema é muito complicado e, por enquanto, está prejudicando os grandes importadores", afirmou o presidente da Cira, Diego Pérez Santiesteban. Ele disse que as empresas que importaram um valor máximo de US$ 500 mil em 2011 não estão tendo problemas para receber aprovação de suas compras.

Santiesteban afirmou que as declarações apresentadas estão se acumulando, mas "ainda não venceram os 13 dias de demora, prometidos pela Afip e não sabemos bem quais são os critérios para analisar os pedidos".

Entre os empresários persistem muitas dúvidas sobre o funcionamento do sistema. A principal delas diz respeito ao critério que o governo está usando para aprovar ou não as importações. Também preocupa o fato da duplicidade de aprovações requeridas.

Outra situação apontada pelos empresários é a exigência para que assinem um documento se comprometendo a exportar o mesmo valor que importam. No ano passado, a Cira verificou 835 mil operações de compras do exterior. Com as medidas que entraram em vigor no dia primeiro de fevereiro, estima-se que haverá importante redução desse volume. As importações aprovadas na última semana foram de insumos para a indústria, material hospitalar e um carregamento de frangos do Brasil.

O presidente da União Industrial da Argentina (UIA), José Ignácio de Mendiguren, alertou ontem que é preciso estar atento à manutenção do abastecimento de insumos para a indústria. "O nível de relação industrial tem uma relação direta com a importação de insumos que não são produzidos na Argentina", detalhou.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
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