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Importador quer manter a "guerra dos portos"



São Paulo - A chamada "guerra dos portos" beneficia a indústria nacional, ao contrário dos argumentos de 36 associações empresariais e cinco confederações de trabalhadores que, na terça-feira passasa, foram a Brasília pressionar o Senado a aprovar a Resolução 72/2010, projeto que pretende acabar com a cobrança pelos estados de ICMS diferenciado sobre produtos importados.

"Medidas protecionistas prejudicam o trabalhador brasileiro", afirma o porta-voz dos importadores, Ivan Ramalho, ex-secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (Abece). Ramalho deve passou ontem no Senado para defender esse ponto de vista.

O presidente da Abece, entidade que reúne 25 tradings, argumentou que a importação não é a vilã da indústria, já que aumenta a competitividade da produção nacional ao agregar tecnologia e insumos mais baratos ao produto final brasileiro. Em defesa dessa tese, ele apresenta números: dois terços das importações do país são compostos por equipamentos e insumos para a indústria.

Na contramão dos argumentos da Abece, o grupo formado por entidades empresariais como Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e centrais sindicais, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical, se reuniram com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para pressionar os parlamentares a aprovar a Resolução 72, que uniformiza a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) nas operações interestaduais com bens e mercadorias importadas.

Segundo eles, benefícios concedidos por alguns estados estimulam a entrada de mercadorias estrangeiras no Brasil. O grupo colocou ontem em jornais um anúncio em que defende seus argumentos. "A redução de ICMS na importação já impediu o Brasil a criar 771 mil empregos desde 2010. E o PIB (Produto Interno Bruto) deixou de crescer R$ 18,9 bilhões", afirma, no texto.


Reclamação - Ramalho discorda da reclamação do movimento de empresários e trabalhadores de que as importações levam o Brasil à desindustrialização e à perda de empregos. Os empresários e sindicalistas que foram terça-feira ao Senado pedir a aprovação da Resolução 72 alegam que os produtos importados estão tomando mercado da indústria nacional e provocando o fechamento de empresas e postos de trabalho.

Ramalho, no entanto, cita dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostrando que no ano passado 17,72% das importações corresponderam a bens de consumo, enquanto matérias-primas, produtos intermediários e bens de capital somaram 66,29%.

Segundo ele, com preços melhores, os importados evitam que o empresário brasileiro aplique num produto componentes mais caros do que os utilizados pelo concorrente internacional. "A importação de insumos e componentes complementa a produção nacional", afirma. "No final, os importados dão competitividade ao produto made in Brazil". (AE)


Fonte: Diário do Comércio (AE).
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