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Espírito Santo e Rio também disputam aporte mineiro



 












AGÊNCIA PETROBRAS
As pesquisas e exploração das reservas do pré-sal estão fomentando o setor de construção naval no país
As pesquisas e exploração das reservas do pré-sal estão fomentando o setor de construção naval no país

O Espírito Santo e o Rio de Janeiro estão na disputa com o Rio Grande do Sul para receber os investimentos de empresas mineiras na construção de um estaleiro, informou um dos empresários envolvidos no projeto, Flaviano Gaggiato, proprietário da Viga Caldeiraria Ltda, instalada em Santana do Paraíso (Vale do Aço). O grupo de investidores pretende construir embarcações voltadas para o setor de óleo e gás.

De acordo com Gaggiato, o grupo formado por cinco empresas ainda está avaliando diversas localidades. A decisão sobre onde os investimentos serão feitos deverá ser tomada até julho.

Conforme o empresário, os valores que serão aportados no empreendimento ainda estão sendo definidos. Estima-se que as inversões no estaleiro fiquem em, pelo menos, US$ 70 milhões. Além disso, conforme ele, as empresas deverão buscar recursos em instituições como, por exemplo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além das empresas mineiras, investidores estrangeiros estão interessados no empreendimento. Conforme Gaggiato, o grupo está avaliando algumas propostas recebidas.

Em relação ao cronograma de implantação do estaleiro, o empresário explicou que o início das atividades depende de uma série de fatores, como o licenciamento ambiental. Apesar disso, ele espera que até 2015 a construção de navios tenha sido iniciada.

Inicialmente, o estaleiro deverá produzir supply boats voltados para a indústria de óleo e gás. Além disso, o grupo poderá fabricar componentes utilizados na fabricação de plataformas de petróleo.

Gaggiato explicou que a implantação de um estaleiro é conseqüência do desenvolvimento da atividade da indústria metalmecânica no Vale do Aço. Empresas do setor já atuam como fornecedores do segmento naval.


Polo - A indústria de bens de capital da região vem desenvolvendo, nos últimos anos, um polo de produção de peças e componentes navais, como forma de diversificar a atividade e torná-la menos dependente da siderurgia, hoje o principal cliente. A ideia é utilizar a experiência adquirida para passar de fornecedor a fabricante de navios.

O escritório Naibert, Rosa Projetos & Consultoria, sediado em Porto Alegre (RS), irá desenvolver o projeto. O estudo, que será iniciado em abril, deverá ser concluído em 60 dias. Recentemente, representantes das empresas mineiras estiveram em Pelotas (RS) para iniciar as negociações com as autoridades locais. De acordo com Gaggiato, foi oferecido um terreno com saída para a Lagoa dos Patos.

Estima-se que para a exploração das reservas do pré-sal deverão ser necessários aportes de quase US$ 200 bilhões nos próximos anos. E parte desses recursos será utilizada na construção de centenas de novas embarcações e plataformas.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. RAFAEL TOMAZ.
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