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Brasil pretende novo acordo.




São Paulo - O governo brasileiro pretende concluir hoje a renegociação do acordo automotivo entre Brasil e México. Os ministros Antonio Patriota, Relações Exteriores, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, embarcaram ontem à noite rumo ao México.

O Brasil ameaça denunciar o acordo existente entre os dois países caso o México não aceite renegociar os termos do acordo. Nos últimos meses, as importações de veículos mexicanos pelo Brasil cresceram de forma intensa. Isso porque o acordo permite que os carros mexicanos entrem no Brasil sem pagar Imposto de Importação (II) e com a mesma alíquota de IPI de veículos nacionais.

A avaliação do Itamaraty é de que quanto mais tempo o Brasil demorar para renegociar o acordo mais as importações devem crescer. Segundo o ministério, as importações de veículos mexicanos aumentaram mais de 200% nos meses de janeiro e fevereiro. Na hipótese de o Brasil romper o acordo, o prazo de vigência permanecerá por mais 14 meses.

Durante as negociações, a presidente Dilma Rousseff ordenou a busca por uma solução o mais rápido possível. Os negociadores brasileiros querem um entendimento que leve a um maior equilíbrio da balança comercial entre Brasil e México.

Na semana passada, foi enviada às autoridades mexicanas uma proposta para fixar o teto atual de US$ 1,4 bilhão para os próximos três anos, como limite à importação de veículos automotivos. O governo do Brasil quer ainda o aumento escalonado do percentual sobre o conteúdo local. No México, esse índice é 30%, enquanto, no Brasil, a parcela de peças e insumos do automóvel exclusivamente nacionais é 65%.


Negociações - As negociações entre Brasil e México se intensificaram no mês passado, quando o governo brasileiro indicou a decisão de alterar o acordo automotivo. A iniciativa foi motivada pela pressão interna dos empresários e também pelos números da balança comercial, que começaram a apontar pelo desfavorecimento do Brasil.

Em 2011, o comércio entre Brasil e México foi desfavorável aos brasileiros, registrando um déficit de cerca de US$ 2 bilhões, devido principalmente aos automóveis e às peças. No comércio global entre Brasil e México, até 2008, havia um superávit favorável ao Brasil de US$ 1,5 bilhão.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO.(AE e ABr)
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