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Copom acena para Selic próxima de mínimas históricas.




Brasília - Para justificar a queda mais rápida dos juros, o Banco Central (BC) considera que há elevada probabilidade de concretização de um cenário em que a taxa Selic se desloca para patamares "ligeiramente" acima dos mínimos históricos. Segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nesse patamar a taxa Selic iria se estabilizando. Cabe lembrar que a taxa Selic mínima histórica foi de 8,75% e vigorou de julho de 2009 a março de 2010.

"Considerando os valores projetados para a inflação e o balanço de riscos associados, o Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando", diz o documento. Essa avaliação do Copom é uma novidade da ata, que foi divulgada pelo BC ontem.

No documento, o Copom reforça a avaliação de que o aumento na oferta de poupança externa e a redução no seu custo de captação têm contribuído para a queda das taxas de juros domésticas, inclusive da taxa neutra. Para o Copom, esses são desenvolvimentos de caráter permanente.

Na reunião, o Copom reduziu de 10,50% para 9,75% a taxa Selic. Mas a decisão não foi por unanimidade. Dois diretores do BC votaram pela redução da Selic em 0,5 ponto percentual. A maioria - cinco diretores - votaram pela queda 0,75 ponto percentual.

Para justificar o cenário econômico que embasou a decisão de acelerar a queda de juros, o BC incluiu na ata que a desaceleração da economia brasileira no segundo semestre do ano passado foi maior do que se esperava.


Crise - Outra razão apontada pelo BC para a decisão de reduzir a Selic em 0,75 ponto percentual foi a postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia. Na avaliação do BC, ainda persistem riscos associados ao processo de "desalavancagem" - de bancos, de famílias e de governos - ora em curso nos principais blocos econômicos. Para o BC, esses e outros fatores compõem um ambiente econômico em que prevalece um nível de incerteza muito "acima do usual".

Além desses fatores, o BC destaca que o cenário prospectivo para a inflação, desde sua última reunião em janeiro, acumulou sinais favoráveis. A projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo o BC, está em torno da meta de 2012, de 4,5%. "São decrescentes os riscos à concretização de um cenário em que a inflação convirja tempestivamente para o valor central da meta", justifica o BC.

Uma outra novidade da ata de ontem foi a avaliação de que o nível de utilização da capacidade instalada tem se estabilizado e se encontra abaixo da tendência de longo prazo. Para o BC, esse cenário está contribuindo para a "abertura do hiato do produto" - diferença entre o PIB efetivo e o potencial - e também para conter pressões de preços.

Na ata anterior (divulgada em janeiro), a avaliação era de que nível de capacidade instalada estava recuando. Na ata de ontem, referente à reunião do Copom da semana passada, o BC avalia como decrescentes os riscos derivados da persistência do descompasso, em segmentos específicos, entre as taxas de crescimento da oferta e da demanda.

Destaca, entretanto, que há estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho, apesar dos sinais de moderação nesse mercado. Por isso, o BC alerta na ata que um risco importante reside na possibilidade de concessão de aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade. Caso isso ocorra, poderá haver repercussões negativas para a dinâmica da inflação.

O Copom também ressalta que, de modo geral, os preços das commodities nos mercados internacionais têm apresentado comportamento benigno para a inflação.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
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