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Movimento teve expansão no 1º trimestre



 


Os desembaraços nos portos-secos do Estado terminaram o primeiro trimestre com crescimento de 17% em valor. No período, as importações nas aduanas somaram US$ 1,391 bilhão contra US$ 1,189 bilhão no mesmos meses do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pela Superintendência Regional da Receita Federal do Brasil (RFB) em Minas Gerais.

O destaque positivo foi a aduana de Juiz de Fora, na Zona da Mata, que registrou o maior aumento em termos de movimentação de cargas importadas. O porto-seco desembaraçou US$ 93,7 milhões em mercadorias de janeiro a março, 192,8% a mais que no igual período de 2011 (US$ 32 milhões). Os desembaraços na zona aduaneira respoderam por 6,7% do total.

Segundo o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (Sdamg), Frederico Pace Drumond, o movimento na aduana da Zona da Mata está ligado à importação de equipamentos destinados a projetos de expansão basicamente de quatro empresas no Estado: a ArcelorMittal Brasil S/A, subsidiária do grupo ArcelorMittal, o grupo Gerdau, a Mercedes-Benz do Brasil e a Cimentos Tupi.

"Os terminais portuários e os portos-secos do Rio de Janeiro estão sobrecarregados e isso também colabora para os desembaraços serem direcionados para as aduanas mineiras. Este elevado nível de movimento de cargas também tem que ser atribuído ao bom trabalho das operadoras dos terminais do Estado e aos projetos de expansão de importantes empresas com atuação em Minas", acrescenta Drumond.

Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o porto-seco Granbel, controlado pela Usifast e um dos mais importantes do Estado, liderou as importações das aduanas estaduais no primeiro trimestre, com participação de 49,2%. Foram US$ 684,6 milhões sobre US$ 461 milhões nos mesmos meses de 2011, acréscimo de 48,5%.


Confins - O Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins (RMBH), movimentou 25,7% do total dos desembaraços dos portos-secos estaduais entre janeiro e março. No período, os desembarques somaram US$ 357,4 milhões, 11,6% menos que em igual trimestre de 2011 (US$ 404,5 milhões).

A aduana de Varginha (Sul de Minas) desembaraçou US$ 137,9 milhões no primeiro trimestre. Na comparação com os desembarques dos mesmo meses de 2011 (US$ 133 milhões), houve acréscimo de 3,6%. O porto-seco teve participação de praticamente 10% do total no Estado.

As importações por meio da aduana de Uberaba (Triângulo Mineiro) cresceram 23,5% nos três primeiros três meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2011. Nesta base de comparação, foram US$ 93,6 milhões ante US$ 75,8 milhões. Em relação ao total estadual, a participação da zona aduaneira foi de 6,7%.

O pior desempenho entre os portos-secos do Estado em termos de importações ficou por conta do terminal de Uberlândia, também no Triângulo Mineiro. No primeiro trimestre, a aduana desembaraçou US$ 24,1 milhões em mercadorias ante US$ 83 milhões em idêntico intervalo de 2011, queda de 70,9%. A zona aduaneira teve participação de só 1,7% do total de Minas.

Segundo o presidente do Sdamg, o terminal de Uberlândia enfrenta a forte concorrência dos portos-secos de São Paulo, em especial dos de Campinas e Sorocaba, preferencialmente escolhidos por empresas com unidades nos dois estados. Porém, o panorama pode mudar, uma vez que a Libra Terminais adquiriu os direitos de administração do terminal da Log-In Logística Itermodal, controlada pela Vale S/A.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. LEONARDO FRANCIA.
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