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Balança teve superávit de US$ 881 mi




Brasíia - A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 881 milhões no mês de abril, resultado de exportações de US$ 19,566 bilhões e importações de US$ 18,685 bilhões. Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o valor das importações é recorde para meses de abril, mas isso não impediu que houvesse uma queda nas desembarques pela média diária, que foi de US$ 934,3 milhões.

A redução foi de 3,1% em relação a abril de 2011, mas o valor representa um aumento de 8,8% em relação a março deste ano pela média diária. Vale lembrar que abril deste ano teve 20 dias úteis, um dia a mais do que abril do ano passado. O último recorde foi em abril de 2011, quando somaram US$ 18,312 bilhões

Já as exportações tiveram média diária em abril de US$ 978,3 milhões, o que representa uma queda de 7,9% ante abril de 2011 e um aumento de 2,9% em relação a março deste ano. O superávit comercial no mês é 52,7% menor do que em abril do ano passado, quando totalizou US$ 1,861 bilhão.

A balança comercial brasileira acumula um superávit de US$ 3,318 bilhões de janeiro a abril deste ano, conforme anúncio do ministério. O valor é 33,7% menor do que no mesmo período de 2011, quando foi de US$ 5,005 bilhões.

As exportações acumulam no primeiro quadrimestre US$ 74,646 bilhões, valor recorde para o período. A média diária das vendas externas foi de US$ 899,3 milhões, 2% maior em relação aos quatro primeiros meses de 2011.

As importações registraram US$ 71,328 bilhões de janeiro a abril, com média diária de US$ 859,4 milhões. O crescimento foi de 4,8%, pela média diária, sobre igual período do ano passado.

Segundo o ministério, a corrente de comércio alcançou a cifra recorde de US$ 145,974 bilhões, o que representa crescimento de 3,4% pela média diária em relação a janeiro a abril de 2011.


Crescimento - O secretário executivo do Mdic, Alessandro Teixeira, afirmou que a previsão de um crescimento de 3,1% para as exportações brasileiras em 2012 é realista e deve ser atingida. "As nossas previsões trabalham com a realidade do que pode ser atingido no Brasil", afirmou. No entanto, destacou que este ano será um dos anos mais difíceis para a indústria brasileira e para o comércio exterior em função do cenário internacional conturbado.

O secretário disse que a tendência para o resto do ano é de desaceleração tanto das exportações quanto das importações. Ele, no entanto, destaca que Brasil e China têm a menor desaceleração do comércio exterior. "Nos outros países é muito mais rápido. A dinâmica do comércio é diferente para nós", afirmou Teixeira.

Ele disse que o desempenho das exportações ao longo de 2012 dependerá da capacidade de absorção dos produtos brasileiros por outros países. Teixeira acredita que se a economia dos Estados Unidos melhorarem poderá haver um aumento na venda de algumas commodities e de manufaturados para aquele mercado. O secretário disse que ainda é cedo para dizer se vai ter redução mais abrupta das exportações e das importações brasileiras. Segundo ele, esta avaliação deverá ser feita no final do primeiro semestre.

A secretária de Comércio Exterior do ministério, Tatiana Prazeres, disse que espera trabalhar, em maio, com a média diária das exportações na faixa de US$ 1 bilhão. Ela destacou que já houve uma melhoria das vendas externas nas últimas semanas de abril, com a média diária acima de US$ 1 bilhão.




Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. (AE)
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