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Efeitos do do câmbio dependem do mercado



 

 














SINDAPORT/DIVULGAÇÃO
Efeitos na balança comercial mineira ainda são uma incógnita
Efeitos na balança comercial mineira ainda são uma incógnita

Apesar de a alta do dólar, que alcançou o patamar de R$ 2, resultar em ganho de competitividade para as empresas exportadoras, os efeitos na balança comercial mineira dependerão do comportamento do mercado internacional. Isto se dá em decorrência do perfil da pauta de exportações do Estado, que é baseada em commodities.

O desenrolar da crise europeia e o crescimento chinês serão determinantes para os resultados do comércio exterior nos próximos meses. O economista Eduardo Coutinho pondera que com a elevação da moeda norte-americana é verificado um ganho na receita dos exportadores, mas se os preços internacionais forem afetados pelo momento adverso este efeito poderá ser neutralizado. "Ainda é um cenário nebuloso", alerta.

Para o professor de conomia Ário de Andrade, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), o Estado deverá recuperar parte das perdas registradas nos últimos meses. "Se o cenário for mantido como está o faturamento melhorará", diz.

Ele ressalta que uma recuperação dependerá da manutenção do ritmo de crescimento da economia chinesa. Se o país asiático não crescer conforme o esperado, entre 7,5% e 8,5%, o incremento da moeda norte-americana não surtirá efeito.

A China é o principal destino do principal produto exportado por Minas, o minério de ferro. Nos últimos meses, por exemplo, a acomodação da demanda por parte dos chineses resultou em redução nos preços do insumo siderúrgico no mercado internacional, o que impactou diretamente a balança comercial mineira.

Números divulgados pela Central Exportaminas, com base nos resultados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), apontam redução de 10,5% na receita com as vendas externas do Estado. De janeiro a abril, as exportações mineiras alcançaram US$ 10,4 bilhões.

Os últimos resultados detalhados divulgados pelo Mdic, que compreendem as exportações no primeiro trimestre, revelam que a receita das exportações de minério de ferro caiu 13,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os embarques da commodity no período renderam US$ 3 bilhões, contra US$ 3,479 bilhões em igual trimestre de 2011.


Importados - Apesar de os efeitos ainda serem uma incógnita, o câmbio era apontado como um dos principais gargalos para a indústria, uma vez que a valorização do real reduziu de forma significativa a competitividade do setor. O economista Paulo Casaca, da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), lembra que a elevação do dólar irá reduzir a entrada de produtos importados, que ficaram mais caros.

Além disso, as empresas exportadoras passam a ter maior competitividade no mercado internacional com a desvalorização do dólar. O novo patamar do câmbio resulta em queda nos preços de produtos brasileiros no exterior.

A variação cambial também irá afetar as indústrias importadoras de insumos, que ficaram mais caros. Mas, conforme o economista da Fiemg, os impactos devem ser analisados caso a caso. Empresas que têm alta agregação de valor, por exemplo, compensarão esta alta dos preços em suas exportações. Já aquelas que não têm este perfil poderão ser prejudicadas.



 



Fonte: DIÁRIO DO COMÉRCIO. RAFAEL TOMAZ.
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